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A Lua Negra


Lilith era amada e temida… a grande Deusa Mãe, no início dos tempos.

Neste mundo onde o yin e o yang são referências, começamos a ser mais flexíveis e perceber as diferenças que existem no que separe um pólo do outro.

Quando analiso “Lilith”, levo em conta a posição dos nódulos lunares.
O Nódulo Norte (NN) e o Nódulo Sul (NS)... O regente das casas onde se encontram… a sua relação com os aspectos a Lilith e, claro à Lua.
Considero regentes cármicos os regentes dos signos onde os NN e NS, se encontram, uma vez que influenciam a Lilith.
Astronomicamente falando, a Lilith, trata-se de um ponto no espaço, assim como os nódulos.
A lua tem uma órbita elíptica em torno da Terra, que possui 2 pontos, sendo o mais distante da Terra, o chamado Lua Negra.
Na verdade Terra e Lua viajam juntas, mas a órbita da lua ora se aproxima, ora se afasta, é dançarina… por isso, feminina. :))

De acordo com este movimento temos uma “média” e uma “ verdadeira”. É aqui que se encontra o porquê, de existirem 2 posições para Lilith, a verdadeira e a média que tem o símbolo astrológico de uma meia lua com uma cruz por baixo. Esta diferença não ultrapassa 20°, mas é o suficiente para mudar de signo ou casa e influencia mais de um ponto no mapa.
Assim como os Nódulos, existem os verdadeiros e o médio. A lua negra é o apogeu da órbita lunar. Lilith move-se no zodíaco numa média de 40° por ano e o seu retorno ao ponto natal tem o prazo de mais ou menos 9 meses… o tempo de uma gestação...
Analiso a Loloth como um complemento da Lua. Nunca negligenciando esta influência. Lilith faz-nos pensar na nossa relação com o sacrifício e como devemos renunciar e entregar; descreve a nossa relação com o Absoluto.

Enquanto o ser humano permanece revoltado contra os factos que acontecem na sua vida, este ponto da Lua negra pode ser considerado perigoso, uma vez que representa a própria vida, o mistério da vida que pulsa na natureza e que até hoje não foi desvendado.
É o grande mistério. A parte feminina, a procriação das espécies, o útero materno, o que está guardado e escondido, que só se abre por desejo sexual.
Lilith no mapa natal mostra este ponto sagrado, onde só deixamos entrar a vida depois de rendidos pelo amor, pela entrega, pelo vislumbre da abertura do cosmos sagrado ao nosso plano terrestre… e é neste momento de abertura que o perigo acaba e deixa de haver desejo de controle, passando a existir somente amor.
Lilith toma a forma do Unicórnio Branco, que simboliza a integridade afastando tudo o que é impuro. O mito do unicórnio é o da a pureza, que exorciza os corações corrompidos, que no fundo aspiram à evolução e entrega ao Amor Maior.

Em trânsito indica de certa forma a frustração, no domínio dos desejos, uma impotência da psique ou uma grande inibição. Por outro lado Lilith indica em que áreas devemos rever, a nossa relação connosco, com a nossa vida, com as nossas crenças e como o nosso trabalho.
A importância disto é a oportunidade que nos oferece de renunciar ao que já não interessa, confiar e entregar.
Lilith mostra onde podemos deixar o “Absoluto” circular em nós, derrubando as barreiras formadas pelo ego, sem deixar o Eu interferir.
Para nos preparar para esta abertura e entrega, a Lua Negra, cria o vazio necessário.
Lilith não indica uma passividade, muito pelo contrário, simboliza a vontade firme de abertura e confiança, deixando o mundo superior infiltrar-se em nós, numa entrega total às Leis do Universo.

Hoje vou escrever sobre Kabbalah


A sabedoria Kabbalistica tem sido transmitida ao longo dos anos pelas mais brilhantes mentes da Humanidade.

A Kabbalah é:

1- Dar significado, propósito e sentido à vida.
2- Unir pessoas e conectá-las ao poder supremo.
3- Remover a dor e o caos de vida.
4- Dar técnicas para a evolução da Alma.
5- Dar a chave de entendimento dos Segredos do Universo.
6- Responder à velha questão: - "Porque estamos cá?"
7- Provar que as Leis Universais vêm muito antes de qualquer religião.

Não há coerção, ou então não seria Kabbalah (= tecnologia da Alma para todos). Cada um escolhe o seu próprio caminho. Já que o mundo físico, é apenas uma pálida sombra da realidade espiritual. Ser Kabbalista é saber receber e saber dar.
É imprescindivel falar do Zohar (do hebraico esplendor), o Livro do Esplendor dos Judeus, onde estão tratados a natureza de Deus e considerações sobre a origem e estrutura do universo, a natureza das almas; associa cada gênio a um planeta, que ele governa e que recebe sua influência.

A cada um dos nove planetas consagrados pela astrologia cabalística, (7 planetas, mais o Sol e a Lua) corresponde uma Falange (ou grupo de oito gênios, num total de 72 guardiões ou anjos, comandados pelo seu líder, ou Gênio da Esfera).

A Cada 5 dias um novo Gênio Guardião passa a influenciar tudo o que se refere ao mundo material, inclusive nossa saúde física. Dependendo da falange a que esse Gênio Guardião pertence, quem nasce sob o domínio dele estará mais propenso a um determinado tipo de enfermidade.

Segundo a Kabbalah existem 10 dimensões distintas que em aramaico são apelidadas de Sefirot, ou Sefira - Temos assim a Árvore da Vida

A 1a Sefira é KETER, a COROA
Atrás (ou em volta) dela são representados três véus: a Negatividade, o Ilimitado e a Luz Infinita.
A Luz Infinita é antes de KETER, e talvez represente o que nós definimos como sendo DEUS ou J H V H. Esta Luz "cristaliza-se" num ponto. Este Ponto Primordial é KETER - a Dimensão Superior - a emanação mais luminosa de Luz.
Perfeito, independente, ele permanece na eternidade, foco de um circulo cujo centro está em toda a parte e cuja circunferência não está em parte alguma.O CRIADOR colocou à nossa disposição, um símbolo dessa energia, talvez para nos ajudar, assim como as várias religiões e filosofias, usam símbolos para encaminhar os estudos de seus adeptos. Este símbolo é representado com um Modelo de Organização Biológica (MOB) que se materializa diante de nossos olhos, como PLANETA de nosso Sistema Solar.
O Planeta atribuído a Keter é PLUTÃO, apesar de que, alguns autores cabalísticos lhe atribuam Neptuno. A energia de Keter é regida e organizada pelo Gênio METATRON.
Depois de cristalizado este ponto, talvez obedecendo a um apelo do oceano ilimitado da luz negativa que lhe deu origem, o ponto move-se, gera o MOVIMENTO. Como um fragor no silêncio (seria o Big-Bang dos cientistas? Seria o Verbo da Gênese?), a pura existência se move formando uma LINHA. Porém, tudo isto é representado graficamente, mas no UNIVERSO, isto não tem somente duas dimensões.

É desta forma que é gerada a - 2a Sefira- o segundo estágio da criação: HOKMAH, o Zodíaco; o Registro Cósmico.
HOKMAH é apelidada de Zodíaco, pois contém em si o embrião e o registro cósmico de todo o Universo, já que é a primeira manifestação da Energia Cósmica Geradora, ou MOB (Modelo Organizador Biológico). O Planeta que lhe corresponde é URANO, o Gênio RATZIEL.
A energia é criadora, e por isso a sua simbologia se parece com um Falo. Não é estática, mas é criativa e geradora, está em movimento, e esta ACÇÅO provoca uma REACÇÃO (segundo as leis de Hermes, as leis da natureza) e assim HOKMAH, move-se como um bumerangue, e gera um terceiro estado - A 3a Sefira - BINAH, a FORMA.
BINAH é a Sefira da primeira estrutura da Forma. É a primeira cristalização da IDEIA. É a cristalização da matéria primordial, e não é por acaso que lhe é atribuída a energia do Planeta SATURNO, pois este planeta é o último planeta visível a olho nu, e foi durante muito tempo considerado o último planeta do nosso sistema solar, Senhor da FORMA, dono da matéria. Sobre ele exerce seu domínio o Gênio Tzaphiel. Esta Sefira é passiva, e representa a matéria prima geradora.

Aqui está colocada a Sephira Invisível - DAHAT, Sephira do CONHECIMENTO, conhecida somente por poucos INICIADOS, bem no limite do ABISMO.

Estas 3 primeiras Sefiras constituem um modelo de grande importância. Elas formam o PRIMEIRO TRIÂNGULO, que será repetido, INVERTIDO, nos níveis inferiores da Árvore, como um modelo.

Os elementos deste protótipo são:
A UNIDADE: KETHER (a Energia);
A DUALIDADE: HOKMAH (a Força);
O TRIANGULO: BINAH (a Forma).

Desta forma temos: em Hokmah o elemento Positivo e em Binah o elemento Negativo, visto ser Kether neutro.

O triângulo seguinte é então INVERTIDO. Neste triângulo pela Acção dos complementares - Chesed e Geburah - juntam-se para dar origem a TIPHERET (ou TIPHARET)

Na Esfera HESED, a número 4, está a ideia da Compaixão, da Misericórdia, da Generosidade; por isso lhe é atribuído o Planeta JÚPITER, pelas suas características. Seu Gênio é TZADKIEL.
Em GEBURAH, a número 5, está a FORÇA da Acção, a força geradora e propulsora. A Ação que nos leva a criar, tem como MOB o planeta MARTE, símbolo do Deus da Guerra, acção de conquista. Seu gênio é KHAMEL.
Em TIPHERET a esfera número 6, está o estado de BELEZA Absoluta, AMOR Universal, doação de si, efeito equilibrante das duas forças anteriores. Por isso que este Triângulo é chamado de Triângulo ético, pois contem dentro de si a noção de comportamento, de ética. O verdadeiro amor humanitário e absoluto, é a noção do CRISTO, do Avatar, que doa sua própria vida para a causa de Todos. O Planeta que a representa é o SOL, o Gênio é RAPHAEL.

Uma noção que devemos ter é que se uma esfera é positiva a seguinte será negativa, pois a relação entre as esferas é binária (Lei de Hermes).

Assim Chesed contém a idéia da FORMA e Geburah da FORÇA e por conseguinte TIPHERET é o EQUILIBRIO entre os dois pólos e encarna a essência da fase seguinte, contendo em si também as duas energias em equilíbrio.

A EVOLUÇÃO da matéria continua: No triângulo seguinte o parceiro dinâmico é NETZACH, a esfera número 7, é o símbolo inferior da mesma força geradora feminina de Binah, de maneira mais densa, e por isso o Planeta que a representa é VÉNUS, símbolo da feminilidade, da nutrição, da mãe natureza. Tem o titulo de Triunfo ou Beleza, Triunfo à Natureza, a força geradora da natureza. Seu Gênio é HANIEL.
HOD, a número 8, representa agora a fase passiva, plasmadora do intelecto, da razão. Tem o titulo de GLÓRIA; glória do intelecto das coisas criadas, concretas, glória do VERBO criador, aqui já em forma ASTRAL, correspondente mais denso de HOKMAH. O Planeta MERCÚRIO é-lhe atribuído, pois sua simbologia se adapta perfeitamente a este modelo: inteligência, comunicação, adaptabilidade, razão, poder do raciocínio, são algumas de suas características. O Gênio é MICHAEL.
YESOD, a número 9, é o produto da interacção entre estas duas esferas. A evolução da matéria aqui alcançou a FASE ASTRAL, uma PRÉ-MATERIA. Por isso esta Esfera é atribuída à LUA, plasmadora das Almas, pré-matéria, Útero da matéria orgânica, formadora de vida; magnética, mutável, regendo o estado anímico e emocional, líquido, de todos os seres viventes. O seu Gênio é GABRIEL, Senhor da Magia. YESOD, tem o titulo de "A casa do tesouro de Imagens", o Mecanismo do Universo no mundo Astral. Senhor da Magia e dos sonhos, já prestes a se realizar na MATÉRIA DENSA.

Estamos assim, de maneira rudimentar e esquematizada, a entender a ENERGIA controladora que existe por trás dos fenómenos do mundo físico. A compreensão destes fenómenos, se bem compreendida, nos leva a refletir sobre o HOMEM, sobre o MICROCOSMO, e na sua realização, da IDEIA à OBRA REALIZADA. Esta Obra Realizada, ou Matéria Viva é representada por MALKUTH - a 10a Sefira, representa o mundo físico, associada ao planeta TERRA, a humanidade. Designa a dimensão mais sombria. É a etapa final da descida da MATÉRIA, o resultado final. Por isso é chamada o REINO, e o Gênio que a rege é SANDALPHON.

A Árvore representa padrões de relacionamento entre as forças. Todas as FORÇAS devem estar em EQUILIBRIO para a Criação da FORMA PERFEITA. O HOMEM Microcosmo, imitando o Macrocosmo, deve conseguir manter dentro de si, em perfeito equilíbrio, estas forças, para alcançar a harmonia, o domínio, e se tornar um Mago, dominando a PERFEIÇÃO.

Os TRIÂNGULOS e os MUNDOS:

* O 1o Triângulo é chamado de DIVINO, ele representa O ARQUÉTIPO DEUS.
DEUS, o No 1, dividido no PAI SUPREMO, HOKMAH e MÃE SUPREMA, BINAH. É o mundo de ATZILUTH, que no Microcosmo é representado pela IDEIA, pela Inspiração. A ele corresponde a primeira Letra do tetraggama sagrado “Y”. Neste ponto, existe o ABISMO, como que uma limitação para o nosso entendimento material.
Como para limitá-lo está DAHAT, a Esfera invisível, o CONHECIMENTO, cujas qualidades Neptunianas, são muito apropriadas, pois é nela que encontramos o MITO.
* BRIAH, onde existe o segundo Triângulo, é o MUNDO DA CRIAÇÃO. É a primeira Emanação Divina, o mundo dos Arcanjos. É também chamado de Triângulo ÉTICO, porque as Esferas Hesed, Geburah e, principalmente, Tipheret, são um exemplo de comportamento. No Microcosmo corresponde ao plano detalhado da Acção, ao PROJETO.
* O 3o triângulo forma o mundo de YETZIRAH, que é o mundo FORMATIVO. Aqui já existe um prenúncio da forma ASTRAL da matéria. É então quase a realização do PLANO DIVINO no microcosmo. O Mundo das Formas Astrais, é o Mundo dos Anjos, onde se concentram as forças espirituais.

O 4o MUNDO por fim, é o MUNDO DE ASSIAH. É a Esfera MALKUTH, esfera da matéria, do resultado. É o mundo dos 4 elementos formadores da matéria:
- O AR é representado por KETER, a idéia.

- A AGUA é representada por BINAH, a forma.
- O FOGO é representado por HOKMAH, a força criativa.
- A TERRA é MALKUTH, que reúne em si os outros três elementos.

As Qualidades ou Modos


O Zodíaco pode ser dividido em três grupos de quatro signos cada. Os signos de cada grupo tem certas qualidades em comum cada grupo tem um modo diferente de operar na vida.

Assim temos os signos:

Cardinais: Carneiro, Caranguejo, Balança, Capricórnio. Regem o ínicio das estações (Primavera, Verão, Outono, Inverno).

Há que sair andando.

Os signos cardinais têm iniciativa, são activos, ardentes, ambiciosos, estusiásticos e independentes. A sua mente é rápida e insaciável.

Usados negativamente, podem ser apressados, imprudentes e dominadores, podem deixar de terminar o que começam.

Fixos: Touro, Leão, Escorpião, Aquário. Regem a permanência das estações.

Estes Signos correspondem ao mês intermediário de cada estação.

Enquanto os cardinais fazem a transição entre estações, os signos fixos são firmemente estabelecidos no meio de cada estação. Há que ajustar e planear.

São determinados, capazes de se concentrar, estáveis, resolutos, económicos e majestosos.
A sua mente é penetrante e a sua memória é excelente. Alcançam resultados devagar, porém, com segurança.

Usados negativamente, podem ser teimosos, egoístas e demasiadamente presos à sua maneira particular de ver as coisas.


Mutáveis: Gémeos, Virgem, Sagitário, Peixes.

Os signos mutáveis ou comuns correspondem ao mês final de cada estação. Esta é a época em que se completa o trabalho da estação e ao mesmo tempo se planeja para a estação vindoura. Assim, estes signos desmontam as estruturas sólidas e resistentes. Introduzem o conceito do imprevisivel

São versáteis adaptáveis, variáveis, subtis, simpáticos e intuitivos. Estão conscientes da multifacetada natureza da vida. A sua mente é engenhosa e flexível.

Usados negativamente, podem ser enganosos, ladinos, inconstantes e indignos de confiança.


Os Números...


Toda a Natureza... as montanhas, os rios, as árvores, os cristais, os metais, todos os seres vivos, incluindo os humanos, são números encarnados.

Ao aprofundar esta questão, descobri que nada existe fora dos números.

Tudo é matemáticamente perfeito. A Natureza e o Universo, é todo construído sobre números que formam uma estrutura geométrica indestrutível, comparável ao sistema ósseo.

É, pois, unicamente ao nível dos princípios que as matemáticas são abstractas; no mundo criado, elas ganham carne e osso.

É provável que os matemáticos trabalhem sem saber a que correspondem, na realidade, os resultados dos seus cálculos. Acredito que um dia, eles descobrirão que todos os processos físicos, psíquicos e cósmicos são explicados pelos números e pelas suas diferentes combinações.

Também a Astrologia é uma ciência matemática, uma vez que para se obter o mapa natal há que calcular as posições dos planetas, feito através de logaritmos, fazer contas à latitude, aos graus e minutos.

Tudo no Universo é matematicamente perfeito!
1 – Este é o algarismo matemático que serve de base para todos os cálculos matemáticos e aritméticos do nosso actual sistema de numeração. É considerado o número de origem. Número masculino, representa a unidade, o poder criador. Princípio criativo único por detrás da adversidade. A abertura ao novo. Quer manipular a natureza, domesticar-lhe as energias. Simboliza o princípio que anima e coloca ao dispor todo um conjunto de novas possibilidades.
Em Astrologia a Casa I, é a projecção da nossa auto-imagem, a força da acção.

2 – Número Sagrado, é o primeiro par do percurso numerológico simples, feminino, de receptividade, de passividade e de aceitação. Simboliza a dualidade, a escolha de caminho, tanto a vida como a morte, o bem como o mal. Representa a fecundidade, o crescimento e o nascimento, o eco como se fosse o desdobramento ou a continuidade de algo.
Em Astrologia a Casa II, desenvolve a nossa individualidade, dando-lhe maior forma, substância e apoio. Os nossos recursos.

3 – Resultado do encontro das duas polaridades, do masculino com o feminino. É a manifestação da trindade. Simboliza o absoluto, a forma. Representa o passado, o presente e o futuro. Age como factor de equilíbrio. Promessa de caminho.
Em Astrologia a Casa III, revela o modo como nos relacionamos com o nosso meio ambiente, a nossa educação. Mostra a nossa mente e como comunicamos através da palavra escrita e falada.

4 – Indica a nossa orientação para a dimensão humana. Significa a fusão do espírito com a matéria. Simboliza a totalidade. Representa a lei e a ordem, assim como a base de um poder que é material; a estabilidade, a matéria, a solidez.
Em Astrologia a Casa IV, está relacionada com as nossas fundações, associada à mãe, mostra muito dos nossos padrões instintivos de comportamento. Fala-nos da nossas raizes.

5 – Número da humanidade. Simboliza a acção unitária que dirige as forças materiais, as quais devem obedecer-lhe. Representa a cura e o poder espiritual, que faz descer o sagrado sobre material; o que está vivo e existe.
Em Astrologia a Casa V, está relacionada com as demonstrações exteriores dos nossos talentos e habilidades - a expressão da criatividade.

6 – Triângulo de Fogo, com o vértice para cima – Triângulo de Água, com o vértice para baixo – Estrela de seis pontas,também conhecida com a estrela de David; desta forma o masculino e o feminino se juntam. Simboliza uma protecção divina, que guia a jornada de cada Ser. O auto-desenvolvimento.
Em Astrologia a Casa VI, aponta para o aperfeiçoamento da nossa orientação básica na vida. Ela diz-nos muito acerca da forma como usamos o nosso tempo e os nossos talentos no dia-a-dia.

7 – É a aliança entre a matéria e o divino. Representa o poder criador, o sagrado, a ligação, a unidade em equilíbrio, a sabedoria na escolha.
Em Astrologia a Casa VII é o domicilio dos relacionamentos, é onde decidimos encontrar o "outro" da nossa vida, mas também sobre a nossa própria sombra, a parte da nossa própria natureza, que é reflectida no confronto aberto que temos com os outros.

8 – Não possui começo nem fim. Simboliza o infinito. Recorda-nos a lei da causa-efeito, onde todas as nossas acções estão sujeitas a esta lei, não se devendo esperar outra coisa senão a colheita do que se semeou. Representa os ciclos eternamente renovados.
Em Astrologia a Casa VIII é a área dos grandes desafios pessoais, a muitos níveis. É nesta zona que vemos como podemos "morrer" para uma fase da nossa existência e depois renascer para a etapa seguinte.

9 – Número da iniciação. Este número tem qualidades misteriosas, pois volta sempre a si mesmo. Simboliza a própria jornada, rumo à auto-compreenção. Sabedoria e experiência, representa o destino que se concretiza lentamente.
Em Astrologia a Casa IX abre-nos para a possibilidade de um estado maior de consciência pois conecta-nos à sabedoria interior, ao conhecimento superior e à história do pensamento humano.
10 – A unidade acompanhada pelo zero. Mostra o impulso divino, perpetuando-se através dos tempos e do mundo. Simboliza a criação, exprime um retorno à unidade e anuncia uma renovação. Representa o retorno do fluxo contínuo da vida e dos ciclos da natureza.
Em Astrologia a Casa X fala-nos do que podemos conquistar em termos pessoais. Mostra os métodos e os meios através dos quais expressamos a nossa responsabilidade perante o mundo.

11 – Início de um novo ciclo, um novo impulso, um novo conhecimento, uma nova realização. Simboliza o poder e a capacidade de ser bem sucedido. Representa o triunfo da inteligência, da força sem agressão e da confiança em si mesmo. A esperança e as aspirações.
Em Astrologia a Casa XI é espicificamente o domínio da entidade colectiva conhcida como "Humanidade". O propósito, é permitir-nos saber que somos mais do que pensamos ser.

12 – Fortes ligações com as doze casas do Zodíaco. Indica os limites de tempo e da realidade com as suas doze horas e os doze meses. Anuncia a intervenção do destino para além do controlo do Homem. Simboliza a várias dimensões de actuação humanas; o longo período de assimilação e acomodação das experiências. Representa a imobilização e a incapacidade de agir perante as novas circunstâncias que a vida apresenta.
Em Astrologia a Casa XII é a menos pessoal e mais misteriosa. É a mais oculta, esotérica e espiritual detosdas as casas.
......Hoje resolvi falar sobre o simbolismo dos números!

Breve apontamento

Atingirmos o estado de sermos nós mesmos, é a realização gradual de funções e capacidades do plano Universal.

Tornar-me um Ser único, é aceitar o meu verdadeiro Eu… aceitar o mais íntimo de mim, numa tentativa propositada de Ser, mesmo que isso signifique a oposição às “obrigações” colectivas... “Eu Sou!”


… significa um processo psicológico evolutivo que realiza a disposição de eu ser, definida, única, essência divina.



Não pode ser visto como egoísmo, uma vez que, ao realizar esta particularidade da minha natureza, como unidade viva, estou a realizar, ou melhor dizendo a cooperar com os factores universais e colectivos.

Este conceito foi-me transmitido e ensinado por Carl Jung in, Two essays on analytical psychology


Para mim, isto é, sinónimo de astrologia.


Quando olho e entro dentro de um mapa natal, sinto a essência daquela pessoa, analiso os seus potenciais e as suas dificuldades e, tento orientar o que deve ser explorado, vivenciado e transmutado, de forma a que possa ser feito esse processo evolutivo.

Ao deparar-me com os bloqueios existentes, tento trazer à consciência de cada um, que eles existem para serem reconhecidos, aceites e integrados conscientemente, retirando toda uma aprendizagem e vendo a beleza de cada nó, porque é através deles que se chega à essência.

Fomos todos padronizados, nesta sociedade de consumo em que escolhemos viver, temos que marcar a diferença.
É pelo estudo e reconhecimento da fotografia da nossa alma – mapa natal – que podemos seguramente identificar, entender e atingir a nossa individualidade, como seres divinos que somos.
É através do nosso mapa natal que estudamos a nossa singularidade.

Devemos render homenagem, a nós próprios, quando entendemos e nos aceitamos, uma vez que ao mesmo tempo estamos dentro de um todo…
O conjunto de planetas que forma a nossa galáxia, e que de cada um temos um elemento, torna possível a alquimia, tornando-nos “únicos”, mas ao mesmo tempo iguais, no Cosmo que nos circunda.

É por tudo isto e muito mais que Amo a Astrologia.

Assim na Terra como no Céu


Auto-análise e auto aperfeiçoamento. Aprendizagem pelo serviço. Saúde e somatização - versus - O espaço de comunicação com o mundo interior. O absoluto que o exterior não pode devolver. Necessidade de integração num contexto espiritual.

Estas duas casas indicam-nos o caminho – o principio fundamental da astrologia a funcionar – “…assim na Terra como no Céu.”
A Astrologia pode ajudar cada um de nós a encontrar o seu lugar na vida, porque esta ciência milenar, revela que “Somos um reflexo do Todo”.

A Casa XII é a guardiã desta verdade. É a mais oculta, esotérica e espiritual de todas as Casas. Considerada também a Casa do Carma, revela-nos o que está guardado em anteriores passagens por aqui…

“A Casa VI pede-nos que respeitemos e reconquistemos a “perfeição da nossa natureza original”, que nos tornemos o que somos (nem mais nem menos), e que vivamos isso em nossas vidas de cada dia. Nossa verdadeira vocação é sermos nós mesmos.” in, As Doze Casas de Howard Sasportas

Esta é, portanto, a casa do auto-desenvolvimento.
Ela mostra que ferramentas, métodos, técnicas e processos, podemos usar para nos aperfeiçoarmos.

Às actividades criativas de auto- expressão da casa cinco, a Casa VI, trás definição, isto é, para que o nosso processo seja consciente e produtivo, há que eliminar o que está gasto e desactualizado. É também por isso que está associada à nossa saúde.

Para além de nos mostrar o que devemos eliminar, esta Casa diz-nos o que devemos acrescentar, de forma a ampliarmos a nossa criatividade e melhorarmo-nos. É pois, o aperfeiçoamento da nossa orientação básica na vida e para os processos que servem para aumentar e definir de forma mais precisa a nossa individualidade.

A Casa VI explora o relacionamento entre o que somos dentro de nós e aquilo que nos rodeia – a correlação entre o mundo interior da mente, sentimentos e o mundo exterior da forma e do corpo. Tudo provém da conexão corpo-mente.

A Casa VI diz-nos muito acerca da forma como usamos o nosso tempo, a nossa energia e os nossos talentos na vida do nosso dia-a-dia. Revela-nos como encaramos os desafios e os aspectos rotineiros, diários.

Na Casa XII, o duplo processo da dissolução do ego individual e a fusão com algo maior que é o self, é sentido e vivenciado, não via mente ou intelecto, mas como o nosso coração e a nossa alma. Como diz Chistopher Fry: “O coração humano pode ter a amplitude de Deus.” in, As Doze Casas de Howard Sasportas

Esta é a menos pessoal e mais misteriosa Casa do horóscopo. À medida que crescemos em consciência, nos individualizamos e evoluímos, descobrimos que a visão de nós próprios como entidades separadas (O Ascendente) vai dando lugar a uma maior consciência do Universo em que vivemos, respiramos e temos o nosso Ser.

A Casa XII leva-nos novamente para a primeira casa, para nos dizer – “por muito difícil que seja de conceber, cada um de nós é em si mesmo, um Universo.
É por conseguinte a Casa das nossas riquezas interiores, dos nossos recursos escondidos e até dos nossos anjos da guarda.
É a nossa reserva interior de “sorte”, mas também o local da nossa autodestruição.
Isto porque presas aos nossos recursos internos estão as nossas maiores fraquezas.
Mesmo ao lado das nossas entidades protectoras estão os nossos piores inimigos.

A Casa XII, tal como a própria natureza da vida, está repleta destas intrigantes questões. Mas tem também as respostas!

A Casa VI examina as milhares de foA Luz do conhecimento, é um portal que conduz à Sabedoria da Alma

A Casa VI é pragmática, lógica e preocupa-se com as realidades do dia-a-dia, enquanto que a Casa XII aspira transcender tudo o que é mundano.

Então temos que especificar, aprimorar e aperfeiçoar a nossa natureza, competências e capacidades naturais, na Casa VI, nadando nas águas da Casa XII sem nos afundarmos.
Assim isto é simples: planeamos a vida, na Casa VI e fluímos com ela, na Casa XII.
A Luz do conhecimento, é um portal que conduz à Sabedoria da Alma

A consciência....


... o brilho terreno... divino
As Casas V e XI correspondem aos signos Leão e Aquário - Sol e Urano.
Estas são as casas onde se é feliz.

A função do Sol em nosso Sistema Solar é dupla: ele brilha e aquece, dando calor e vida à Terra, mas serve também como principio organizador central, ao redor do qual orbitam os planetas. Neste sentido i Sol nosso luminar mais rico e importante, representa o nosso Eu, o centro da consciência ao redor do qual os diversos aspectos do self circulam; e Urano, que é a iluminação interna, pode considerar-se um 2° sol, uma vez que ilumina não apenas o nosso ser, como também faz brilhar a luz da consciência e traz a compreensão, de que fazemos parte de uma grande família, a humana, e tem como fim inserir-nos a todos no contexto Universal.
Nada pode ser compreendido isoladamente, mas sim como funções de um sistema completo.

A polaridade, a oposição, o contraponto, amor / amizade deve existir para as relações serem plenas.
Amor sem amizade não dura nada, é fogo de palha, mas pode deixar marcas e feridas no corpo e no espírito.

A casa V é onde há romance, amor, criação, gosto pelo belo, os filhos e toda obra criativa artística.
Na Casa V, a relação é mais pessoal, é a sedução, o abrir a cauda do pavão para agradar ao outro propositadamente, embora este propósito tenha uma das mais lindas qualidades: a espontaneidade e inocência.
Aumentamos e realçamos nossa única identidade e exercitamos nosso próprio poder através da emanação criativa desta casa.
O Sol emite luz e calor todo o tempo, é a sua natureza - aquecer e entusiasmar, criando beleza.

A casa XI, representa os nossos amigos, o nosso prazer de pertencer a um grupo, as honras e benefícios que recebemos, os netos e enteados, e a alegria de sermos quem somos de verdade, com toda a originalidade da nossa individualidade.
É na Casa XI, em Aquário que brilhamos verdadeiramente, por mais paradoxal que isto seja. A evolução impele a níveis cada vez maiores de complexidade. O desejo de sermos algo maior do que somos tem de ser acompanhado pela capacidade de considerar novas e diferentes possibilidades.

É esta lateralidade que faz que nos sintamos bem e em paz com o que e quem somos, quando conseguimos expressar e enriquecer a diversidade da vida com a riqueza do nosso Eu particular, sem pensar se isto irá impressionar os outros ou não, então sim, atingimos um nível acima, na evolução planetária, que é o que nos pede Urano!

Quando conseguimos equilibrar os princípios do Sol e de Urano, podemos dizer que ATINGIMOS.
Somos vitoriosos e felizes - somos belos e livres - amamos todos e estamos amando-nos a nós mesmos e a vida.
É um trabalho para todos os dias.
Reconhecer, perdoar e pedir perdão, mesmo que seja no silêncio do coração, o órgão humano regido por Leão, considerado o rei em quase todos os mitos.

... caminho a percorrer

Os grandes e significativos ângulos dos nossos mapas e das nossas vidas, são formados pela cruz feita pelo eixo - Casa I/ Casa VII versus Casa IV/ Casa X.
Casas Cardinais –Energia YOD
A força da penetração. Esta energia penetra-nos, permanece em nós e sai de nós… logo esta força que nos penetra, deposita em nós um potencial, que é o motor que nos põe em marcha, em direcção a qualquer coisa que devemos realizar a um dado momento.

Immum Coeli, a expressão do Latim que designa “o ponto mais baixo no céu”, mais usualmente chamado Fundo do Céu ; também dominada por Nadir, esta casa aponta para a parte mais subjectiva das nossas vidas.
No seu oposto temos a Casa X – Meio do Céu, mostra os métodos e os meios através dos quais expressamos a nossa responsabilidade perante o mundo.
Caranguejo – Capricórnio, signos portadores da semente, que representam a fase da Emanação.

A Casa IV representa o lugar para onde vamos quando nos voltamos para dentro de nós mesmos – o centro interior para onde o nosso eu retorna a fim de descansar antes de dar inicio a novas actividades. Esta é a casa-base de operações a partir da qual encontramos a vida. É a Casa “Tribo”.
É aqui que vivenciamos os resultados dos processos profundos e inconscientes.

A Casa X em antagonismo, revela a natureza da carreira, o potencial global de contribuição para a sociedade; expressa a maturação e o aperfeiçoamento desse potencial. É a Casa “Civilização” .

Para realizar os princípios da Casa X , temos que deixar para trás os princípios da Casa IV; Deixar as nossas raízes e fazer crescer os nossos frutos.

Esta misteriosa Casa IV, onde tudo nasce e tudo morre, tem a ver com a Lua regente do signo Caranguejo.
Este signo vive num contacto emocional com o seu meio; analogamente a Casa IV mostra como avaliamos emocionalmente qualquer coisa; a gestação, a fecundação, o nascimento, o princípio de tudo.
E a lua rege os mares e as marés, o útero, o sagrado feminino, com o sentido de gerar, de formar gerações, o que encontramos e vivemos quando desembarcamos...
A lua é o passado, as memórias, os instintos, de vida, de sobrevivência, onde gritamos e criamos forças sobrenaturais para defender nossa vida, e isto é feito inconscientemente, simplesmente fazemos, aqui não há raciocínio, só a força da vida actuando, a força da natureza que gera este mistério que se chama “vida”.
Como todas as casas de água, esta é sensível, oculta e difícil de lidar com ela. Estes reinos aquáticos são fascinantes e misteriosos, indica a maneira pela qual enfrentamos a nossa subjectividade.
Construção é a palavra de Saturno, o dono do tempo, do espaço e senhor da terra, regente de Capricórnio eda Casa X.
A lei dele é simples: Se quer trabalhe para ter. (ele não pesca por nós… ele ensina-nos a pescar). É por isso parece tão duro, e é-o pois teve que suar muito para provar seu valor. No entanto o que conseguimos com Saturno, ninguém nos tira ou rouba, porque são conhecimentos e vivências; são concretos, consistentes, feitos de pedra.
Saturno não muda a palavra dada, pode demorar muito, mas o pote de ouro está lá onde ele indicou desde o início.
A caminhada para o topo é lenta, é o ponto mais alto da vida humana.Por ser o ponto mais alto do mapa, o MC, meio do céu, é uma referência do status social.

Contudo em ambas as Casas existe o medo. Estes dois signos e planetas, Caranguejo e Capricórnio/ Lua e Saturno têm medo.
São defensivos e desconfiados.
Ao mínimo rumor, o caranguejo encolhe-se dentro da sua concha, e sabe-se lá quando vai decidir sair outra vez… o capricórnio diante da ameaça de desabar do seu tão querido trono, levanta muralhas maiores que as da China :))

Água e Terra.
A água de Caranguejo é o solo da vida; A terra de Capricórnio é ambivalente, pois representa o cimo mais alto e o ponto mais baixo do mundo aquático.

O zodíaco constitui um caminho de formação humana, no qual não somos obrigatoriamente de um signo ou de outro. Nascemos sob um signo e com determinados planetas e determinados aspectos, consoante as necessidades de experiência indispensáveis à nossa evolução.

O equilibrio de opostos

...Equilibrar a mente concreta e a mente abstracta, é proposta desta polaridade.


Dentro do útero e mesmo alguns meses depois do nascimento, nada percebemos como separado de nós mesmos – tudo é visto como uma extensão de quem somos. Eventualmente, podemos nos dar conta de nosso corpo distinto.

Descobrimos as suas necessidades biológicas, o que ele quer e a espécie de equipamento que nos tem sido dado para desempenhá-las neste mundo.

Um sentido de separação física da mãe é desenvolvido e depois disso vem o sentido de separação do resto do meio ambiente. Somente ao nos distinguirmos da totalidade da vida é que começamos realmente a ver e entender o que há ao nosso redor e a entrar em relação com o que encontramos.


Entramos no reino da comunicação com as polaridades das Casas III e IX.
Estamos no reino do Espírito, do volátil, do que não se pode ver ou tocar, mas que tem a força para construir ou destruir.

No desenvolvimento mental a Casa III corresponde ao estágio da vida em que começamos a gatinhar e aprendemos a andar; queremos crescer e explorar. Análogo é o desenvolvimento da linguagem e a habilidade para se comunicar e identificar coisas.
Foca ainda a nossa educação básica e secundária. Esta é uma casa com muito movimento.

A forma como comunicamos e exprimimos os nossos pensamentos é modificada na Casa III pelo signo aí posicionado.

“…os lados direito e esquerdo do cérebro, correspondem a tipos diferentes de actividades mentais. A mente concreta da III Casa, unida a Mercúrio, é análoga às actividades do lado esquerdo do cérebro. Esta é a parte do cérebro que se encarrega dos pensamentos sequenciais e racionais…. a parte que fala, analisa, esconde, memoriza e classifica.” – in, As Doze Casas de Howard Sasportas

Como diz Marilyn Ferguson, “…o cérebro esquerdo vê por flashes, o direito assiste a filmes”

Há quem afirme que o verdadeiro sentido de individualidade não se desenvolve até que a linguagem seja aprendida. Através da linguagem, a criança entra no mundo dos símbolos, das ideias e dos conceitos. É a mente concreta.
A mente formula o conceito e dá o seu tom próprio. Pode conter algumas mentiras e astúcias, pois é a capacidade de inventar – um dos seus maiores atributos.
Já no seu oposto, a Casa IX é associada à mente Superior – a parte da mente ligada à faculdade de abstracção e ao processo intuitivo.

A Casa IX, abre-nos a mente para a possibilidade de um estado maior de consciência, pois conecta-nos à sabedoria interior, ao conhecimento superior e à história do pensamento humano. Esta é a Casa do conhecimento colectivo – a enciclopédia do horóscopo.
É a parte do mapa mais directamente ligado à filosofia e à religião – questões a respeito de “porquês e para quês” da nossa existência.
É onde encontramos as ciências e as leis – a Casa das verdades eternas, e como tal transcende a interpretação especifica de como devemos viver e nos comportarmos em termos da nossa cultura particular.

É nesta posição que procuramos a Verdade; aqui somos confrontados pela crença de que há algo maior “lá fora”, que cada um de nós tem um papel especifico a desempenhar.
Júpiter regente desta casa, demonstra a capacidade de criar símbolos da psique e a tendência de impregnar determinado evento ou acontecimento com algum significado ou sentido.

O ímpeto natural para expandirmos os horizontes da nossa vida é modificado na Casa IX pelo signo aí posicionado.


. Quando concordamos porque não temos argumento, ou argumentamos sem aceitar que os outros falem ou quando não respeitamos as ideias dos outros – é porque não trabalhámos o Mercúrio no nosso mapa.

. Quando o intelecto fica preso às crenças e convenções que nos são passadas e impostas – é Júpiter que deve ser trabalhado.

Há que equilibrar as energias, as ideias e as palavras, para que a fusão entre a matéria e o espírito seja uma realidade.

Dar e receber...


“Pedra sobre pedra
As pedras que sobraram
Resta uma saudade inesperada,
Dos ventos quentes que nos sopraram.”

As Polaridades das casas que se referem aos bens (II e VIII)
Entramos no campo, onde o amor e o dinheiro coexistem.

A Casa II identifica-se com as aquisições, tanto no sentido material, como nos níveis emocional e mental.
Ela adiciona substância à identidade pessoal e representa o que recebemos quando viemos ao mundo, os valores morais, emocionais, comportamentais e materiais. O valor próprio e a sua expressão comportamental.
É também o que nos foi transmitido pela família e a nossa capacidade de ganhar a vida. A segurança, como resultado de um investimento no valor próprio. Enfim, é tudo o que temos… a casa da posse e consequente poder.

Esta é a casa que indica, quão independentes nós somos em termos económicos, a nossa capacidade de ganhar dinheiro e a nossa habilidade em administrar os nossos recursos.
Esta casa é portanto, a casa dos nossos desejos pessoais relacionados com as posses materiais, assim como a nossa atitude em relação a eles.
Tem relação com a matéria - "Eu tenh!" - é a primeira casa de Terra e representa a Fase de Interiorização, a etapa da colheita. Está associada ao signo de Touro, regido por Vénus.

Tão logo tomamos consciência dos nossos sentimentos de satisfação e insatisfação, eles começam a afectar o nosso bem estar e, paralelamente, o nosso meio de subsistência.
Posso atribuir à casa II uma função singular que diz respeito à autopreservação num sentido material.
É no processo de formação e análise dos nossos sentimentos, que se desenvolve uma atitude específica que proporciona o padrão pessoal de valores.
É por este motivo que esta casa está relacionada, até certo ponto, com o nosso senso de liberdade.

Em oposição fica a Casa VIII, bem mais complexa, uma vez que envolve vários conceitos aparentemente paradoxais.
Tudo o que está oculto dentro de nós está no âmbito da sua influência; tudo o que é dissimulado, misterioso, oculto ou sexual está situado nesta casa.
É também a casa da morte, destruição, perdição… mas regeneração, pois é nela que vencemos as dificuldades; ela indica os complexos, as repressões e o instinto.
Mas é também esta casa que determina o quanto somos capazes de penetrar no âmago das coisas, ao mesmo tempo que procuramos o lado oculto na nossa natureza interior, assim como o do mundo exterior.
Plutão regente de Escorpião, vive e reina debaixo da terra, é o Senhor do Mundo Inferior, onde estão os nossos tesouros; é a fonte da nossa força interior.
É o ponto mais dramático do zodiaco, uma vez que Escorpião se encontra ligado aos sentimentos. Existe um impulso instintivo para a sublimação dos sentimentos, para se ultrapassar a si mesmo.

Além disso a casa VIII é tradicionalmente a casa das finanças do nosso parceiro, da sociedade, das heranças.
Não é uma casa fácil de compreender, pois simboliza o inconsciente.

Abrange o que denominamos “inconsciente pessoal”, ou seja as coisas que esquecemos ou reprimimos, por não desejarmos saber, e ainda os nossos dons ocultos.
Poderei dizer que a casa VIII é o nosso depósito subterrâneo, assombrado pelo nosso medo, sendo que é aqui também que estão os nossos tesouros, a herança que trazemos e que fica à espera, até criarmos coragem de ir à sua procura.

O inconsciente projecta-se inevitavelmente no ambiente e, na prática, é encontrado na sombra ou na paixão descontrolada.
O padrão de expectativa que temos do outro lado de nós, é projectado sobre o objecto da nossa afeição. Sem que demos conta, reconhecemos e encontramos na outra pessoa um fragmento inconsciente de nós mesmos.
Na decorrência dessa projecção sobre uma outra pessoa, somos capazes de lutar connosco, através dela, conseguindo uma oportunidade para a nossa auto-regeneração.
Temos assim na casa VIII uma luta entre o amor pela vida e o desejo da morte.
Passo agora ao sexo, também ele aqui representado. Quando este é pleno, representa uma espécie de morte. Uma vez que para ser pleno, tem que haver entrega… abandono ao acto, e qualquer entrega real, é como a morte, pois representa a perda de controlo.
Os conflitos aparecem entre aquilo que possuímos e valemos versus aquilo que a outra pessoa gosta e quer.

Esta oposição aparece para que encontremos o equilíbrio entre a matéria e o instinto.
O amor e o dinheiro andam juntos. Quando este dinheiro é ganho através de união, são os frutos desta casa. Quando esta união é verdadeira e leal, primeiros requisitos de Plutão, a vida oculta prospera sem que percebamos, até que “a sementinha plantada e cultivada com zelo, rompe a terra e traz prosperidade”.

Lateralidades

Hoje vou começar um novo tema - Vou falar das Casas, opostas, no Mapa Natal



Nós somos duais e como tal o nosso mapa espelha isso. Cada Casa, é oposta a outra… então esses eixos falam muito de nós.

Eu que amo a astrologia, e estou sempre a estudar, aprendo todos os dias com todos os que fazem parte do meu círculo e também com aqueles que vou conhecendo no meu dia a dia.

Quando chego a um certo nível de conhecimento, situações novas aparecem, para assim poder continuar a conhecer-me, através do outro, posso até ficar tensa ao ver-me reflectida nos outros, tanto pode ser de prazer ou de desgosto, mas é assim que me conheço, e posso modificar o menos bom, passando a dar e receber o melhor que há em mim.
É assim que todos crescemos.


Olhando para a roda do zodíaco, temos a Casa I (Ascendente) oposta à Casa VII (Descendente)

O Ascendente como já atrás indiquei é a auto-imagem. Demonstra a nossa relação com o próprio arquétipo de Iniciação.

O Ascendente sugere a forma e o modo pelo qual vamos entrar nas diversas fases ou aspectos da vida. É a imagem que construímos e passamos para os que nos vêem, o que não significa o verdadeiro EU, a menos que o sol também se encontre nesta casa, ou o planeta regente do signo solar, o que contribui para passarmos uma imagem mais verdadeira de nós mesmos.


A Casa I também mostra o aspecto físico, o corpo, o ego, podemos descobrir o Ascendente, pelo modo como se comporta e pela sua aparência visual, assim como pelos planetas nesta casa e a posição do regente do mesmo.

Esta é a Casa crucial para a auto descoberta.

Ora, como tudo contém o seu oposto, também podemos assumir atitudes da Casa VII, que corresponde ao outro na nossa vida. O outro declarado e que nos confronta, pois está do outro lado, diante de nós.


"Impulsionados pela força do Amor os fragmentos do mundo buscam-se uns aos outros de modo que o mundo possa existir."

Pierre Teilhard de Chardin

O eixo 1/7 forma a 1° oposição crescente (carneiro/balança).
Quando chegamos ao Descendente, o ponto mais ocidental do mapa, fazemos um ângulo agudo e encontramo-nos de novo no ponto em que começamos.
O eu, emergindo no fluxo da vida à procura do outro. Para equilibrar e formar uma ponte para o mundo.
Quando não somos compreendidos, ou procuramos algo que nos falta e não encontramos, ou ainda não gostamos de nós, podemos assumir um tipo de personalidade da Casa VII.

Entramos em contacto com a nossa sombra, o nosso eu não revelado, o lado de nós que não queremos assumir. Agimos contra nós mesmos, e até somos capazes de nos destruir, uma vez que do lado de lá perdemos a nossa percepção, e por vezes agimos, na verdade como se os outros estivessem contra nós. Estamos no Oeste, no pôr-do-Sol, e perdemos a nossa luz, deixando que a sombra se instale, Escapou do inconsciente e fica solta, voltando-se principalmente contra a nossa integridade e alegria genuína de viver, já que não temos mais a referência do outro. A nossa peojecção perde-se no outro e acabamos por nos perder na relação com o Todo.


O Descendente representa as qualidades que "nos pertencem mas são inconscientes"; São aquelas qualidades que procuramos no outro, mas num nível mais profundo.
A Casa VII deve representar a complementação, o equilíbrio da oposição da outra pessoa, e não por nós mesmos, apesar de ali estarmos contidos. Representa aquelas qualidades ocultas e que precisamos conscientemente integrar no nosso conhecimento, para que possamos ficar inteiros.

Todos os planetas, pontos, ângulos, casas do nosso mapa somos nós mesmos, mas atribuímos símbolos, e espaços para cada um actuar dentro de seu significado simbólico, baseado em arquétipos, mas que a individualidade de cada um estabelece diferentes interpretações.


Este “outro”, na Casa VII, pode ser o/a parceiro(a) oficial, cúmplice, sócio ou qualquer pessoa que tenha um lugar importante e explícito na nossa vida, não necessariamente marital, mas na associação. E este “outro”, tanto pode ser nosso complemento querido, como nosso opositor, visto estar diante de nós e atingir-nos frontalmente.
Este frente a frente, pode assumir várias formas, dependendo do que temos do lado de lá.
Pode ser declarado por demonstrações de afecto, compromisso, lealdade, amor, ou pelo contrário, por se mostrar como aquele que nos mina a força e suga nossa energia de modo falso, adulador ou manipulador, por ódio.


É preciso esclarecer que projecção não é algo puramente patológico; Uma imagem projectada é um esconderijo em potencial dentro do Self.
Então temos aqui um nosso companheiro ou ao contrário um nosso opositor.

Isto depende sempre dos planetas e signos encontrados. Mas a visibilidade da cooperação ou destruição é clara, se já conseguimos saber o que ocorre em nosso interior.


Quando estamos inconcientes dos nossos potenciais, somos atraídos por pessoas que os tenham e manifestem. Estas pessoas geralmente, tem caracteristicas da nossa Casa VII.


Temos assim neste Eixo 1/7: "...quanto nos afirmamos por nós" (I) versus "...quanto cooperamos com o outro" (VII)
Por um lado, há o perigo de se dar e se misturar demais, sacrificando-se a própria identidade; por outro, poderiamos estar pedindo que os outros se adaptem em demasia a nós.


A oposição do eixo 1/7, é a atracção que sentimos pelo que nos reflecte e complementa ou o que gostaríamos de ser e ainda nos apropriamos desses dons.
A Casa VII, contém aquilo que admiramos e tememos, mas mesmo assim, sentimos necessidade de entrar em contacto. Pode ainda ser aquilo que ao mesmo tempo temos e não temos em nós, isto se ainda não adquirimos ao menos um pouco da nossa individuação.

Um Feliz 2008

Ano de Marte

Marte era o deus romano da guerra, equivalente ao deus grego Ares. Filho de Juno e de Júpiter, era considerado o deus da guerra sangrenta, ao contrário de sua irmã Minerva, que representava a guerra justa e diplomática, mais intelectual do que manual. Minerva havia nascido da cabeça de Júpiter. Os dois irmãos viviam às turras e tiveram uma rixa, que acabou culminando numa batalha perto das muralhas da cidade de Tróia.
Cada um dos irmãos se defendeu com seu exército e Marte, protetor dos troianos, acabou derrotado. Talvez isso nos indique que a guerra baseada somente na ação sem a razão é fadada ao insucesso. Porém Marte, apesar de bárbaro e cruel, impetuoso e agressivo em suas batalhas, se apaixonou por Vênus com a qual formou um par romântico.

Com ela teve um filho, Cupido e teve uma filha mortal, Harmonia, numa relação adúltera com a esposa do deus Vulcano (Deus do ferro e dos vulcões).

Ele aparece como uma estrela vermelha no céu e por essa razão os romanos lhe atribuíram o nome do Deus da Guerra, Marte e isso não é por acaso: em astrologia ele tem analogia com o fogo, com o ferro (que quando enferruja se torna vermelho e que é responsável pelos glóbulos vermelhos do sangue). Seus princípios são a atividade, a energia, a força e o movimento. Ele representa o homem guerreiro, o conquistador, o desbravador, o pioneiro, o homem de ação e de guerra.

De facto, foi a descoberta do fogo que permitiu que a humanidade evoluísse acima dos animais. Usando positivamente a energia do fogo nos tornamos criadores. Recriamos nosso mundo por meio da ação e podemos tomar as rédeas de nosso destino, especialmente se usarmos essa energia à maneira de Minerva, ou seja, de forma racional!

O fogo é fascinante, tanto em seu sentido material quanto no sentido emocional. Ao observar a beleza das instáveis e fascinantes labaredas que ardem podemos compreender essa maravilhosa energia criadora que nos dá a vida.
Mas se podemos aproveitar a energia e o calor do fogo numa lareira para nos aquecermos ou num fogão para prepararmos as refeições, também podemos perder o controle deste fogo, o que provocaria a destruição.

Em 2008 o aquecimento global, iá ser discutido com maior intensidade, mesmo porque o risco de incêndios devastadores aumentará muito.

E quem nunca queimou sob o fogo de uma paixão?
É esse fogo que provoca a libido e o impulso sexual necessário para a geração da vida. Porém, por paixão se mata, por paixão podem ser tomadas atitudes violentas e destruidoras.
Marte trará para nós uma energia muito poderosa, que poderá ser usada tanto para o bem como para o mal.

A energia de Marte ao afetar nosso corpo estimula as glândulas supra-renais e essas produzem adrenalina, que exacerbam nossos instintos de defesa, tornando-nos agressivos.

Então podemo-nos tornar mais irritados, violentos e muitos danos contra os outros e contra nós próprios podem aparecer, quando a adrenalina em excesso nos faz reagir de forma descontrolada. Lutas e guerras, pelo poder far-se-ão sentir.

Ano quente, este, hein?!...

Estamos a viver uma transição planetária, muito importante.
Mas se soubermos usar toda esta energia de forma positiva, não ficaremos descontrolados e não reagiremos com violência e agressividade às contrariedades e frustrações.
Podemos sim crescer em Amor, por nós e pelos outros, e direccionar as nossas acções para iniciar projectos.
Ao canalizar o excesso de energia marciana de forma positiva, aprenderemos a utilizar a nossa força interior, revigorando corpo e mente.

Ainda podemos canalizar Marte despertando uma libido saudável, uma energia sexual fogosa e quente, actividade indispensável à nossa saúde.
Marte rege a cabeça e a testa, o sistema muscular e viril, os órgãos sexuais externos masculinos, e o impulso sexual - a libido - em ambos os sexos. A sua acção positiva ajuda na regeneração do organismo, dá vitalidade e força física, e regenera os glóbulos vermelhos. Assim, esta pode ser uma energia saudável se for bem canalizada e bem compreendida.

Também psicologicamente, dá-nos a coragem de romper com velhos padrões, e a libertarmo-nos de prisões, ao empurrar-nos para a conquista de novos objectivos de vida, novas metas e torna-nos activos e participantes.

No entanto, temos que ter cuidado, para não exagerar no impulso, pois toda a ação gera uma reação de igual intensidade e o fogo que geramos, descontrolado, pode vir a destruir-nos.

Vamos equilibrar a energia marciana com Sabedoria!

Vénus / Marte



Falar de Vénus é falar do amor, é falar da Vida.
É falar da aprendizagem do amor, na Vida.

Sempre muito se diz sobre o amor.
Amor como algo desejado,
Plenitude, felicidade maior, infelicidade:
Amor como dor, drama a ser vivido…

“amor é chama que arde sem se ver,
É dor que dói e não se sente,
É contentamento descontente”…
Assim cantado por Camões, esse grande poeta.

No entanto, poucos sabem do amor.
Do amor como frequência mais “alta”,
Como vibração unitária do mundo,
A “Nota chave” do Universo.

Nota” esquecida “desafinada
Perdida na noite dos tempos…

Não se nasce a saber amar.
Todos encarnamos para actualizar
A sua aprendizagem.
É a nossa Humana condição.

Amar é a Via e o Caminho.
Amar é um alto nível de consciência atingido,
Através de um lento e doloroso
Processo de ascensão.

Na simbologia astrológica, a vibração de Vénus é igualmente a “chave”, a Via e o modo deste lento processo.

…..

Vénus é o "gérmen da Vida, da Forma e do Amor" (Alice Bailey)


Ao nível da necessidade da Alma Vénus-Marte, é a dialéctica da evolução do mundo.
A pulsão do desejo na procura do Amor, da não-existência para o sentimento de existir em plenitude, pela emoção-de-unidade recuperada.

Marte, possessivo, arrasta a amada para as suas próprias trevas, para a sua área de medo e de não Ser.

Vénus, não possessiva, traz o outro a quem ama para a unidade a dois, para a Luz, para a área do Ser.

Marte sai da noite para o dia. Vénus é o dia que este encontra, se encontra…

(Maria Flávia Monsaraz)




Digam lá se não é fascinante?!


Planetas e constelações são vistas pela Astrologia Humanista como símbolos.

Na Terra somos todos – humanos, plantas, animais, planetas - parte de um todo; fazemos parte de um mesmo Universo.

Assim, um planeta, mesmo longe, causa um determinado efeito. Esse efeito, subjectivo da vida, acontece no nosso dia a dia, embora aos nossos olhos e sentidos conscientes, passe ao lado.

O mais comum é usar-se a astrologia para prever situações, adivinhar o futuro – um oráculo. Procura-se um astrólogo para se saber o que decidir, o que fazer, o que esperar da vida.

A astrologia é muito mais do que isso, é muito mais vasta e perfeita. Ela é um “Mapa” de nós próprios e mostra o caminho que devemos seguir para a nossa evolução, enquanto seres.
Tudo nos é fornecido pelo Universo, nós é que não queremos ver, ou fazemos de conta que não vimos – é muito mais fácil – porque assim não nos responsabilizamos.

A importância da astrologia, ou melhor do conhecimento do “Mapa Astral”, é ser-nos dado a conhecer, a forma pela qual a nossa evolução pode ser feita, isto é como funcionamos e reagimos aos outros e ao meio em que nos inserimos.
A astrologia é um poderoso instrumento para o nosso auto-conhecimento, e consequentemente para nos responsabilizarmos pelos nossos actos, pensamentos, sentimentos. Ela indica o porquê de certas reacções, necessidades, potenciais, emoções, sempre com o objectivo de as vivenciarmos, aceitarmos e evoluirmos.

Quando faço e analiso um Mapa, a posição dos signos e dos planetas, nas casas, os aspectos que fazem entre si, representam simbolicamente como a pessoa, apreende subjectivamente a vida e, consequentemente, como se expressa e actua.

Dentro da Astrologia Humanista os planetas têm representação simbólica que é análoga aos arquétipos; são símbolos energéticos actuantes. Um Universo de significados.

Segundo Carl Jung, seriam os modelos típicos do Ser. Portanto, a Astrologia Humanista entende o ser humano como um ser que faz parte da natureza e que participa de troca energética através de um alinhamenro invisível (de energia), onde tudo afecta tudo - todos afectam todos.

Dentro desta perspectiva todos os elementos – signos, planetas, casas e aspectos – de um Mapa Astral, têm uma representação simbólica e uma multiplicidade de significados.


Mercúrio

O Sol é o Eu, Mercúrio é a mente. Um não funciona sem o outro.

Mercúrio é o elemento de ligação entre o sal e o enxofre, entre a alma e o espirito.
É a parte lógica e racional, a maneira como expressamos os pensamentos e como nos comunicamos. São as nossas caracteristicas mentais.

Representa a mentre espiritual, o intelecto como agente do espirito, no seu aspecto superior, já no aspecto inferior, representa a mente concreta, separatista, a razão que analisa e decompõe as diversas partes do todo.

Mercúrio vem de Merx, palavra latina que designa bens. Deus do comércio, da expressão mental e verbal, mestre das artes e da matemática, da cura e até dos ladrões, Mercúrio reina sobre uma gama enorme de actividades humanas.


Mercúrio é o Deus mensageiro. Ele leva recados pelo Mundo e fala pelos cotovelos. É o planeta da comunicação. Este planeta estimula a cabeça.
É ele que nos dá a capacidade de argumentação e comunicação; Representa a nossa capacidade de expressão, a inteligência, as trocas, a maneira que possuimos de nos informarmos e expressarmos. Indica de que maneira nos desligamos da ignorância e atingimos a compreensão. Mercúrioé sempre o entendimento.


Na Mitologia é o Deus da comunicação e da eloquência, mensageiro principal de Zeus com os mortais. A sua inteligência é o seu melhor veículo para compreender o mundo e a nós mesmos, mas também nos pode trapacear, pois tem limites. Ela pode unir e separar.


Mercúrio, corresponde aos primeiros contactos do Eu com o mundo exterior. É o inicio de uma actividade cerebral.
É a mente iluminada, expressando e sentetizando o propósito e a vontade solar com a imaginação e a sensibilidade lunar.

Mercúrio regula o ouvido, a capacidade para acolher e perceber comunicando o próprio pensamento; regula portanto, a troca de ideias.
Corresponde à adolescência com a sua irreverência e prontidão de reflexos mentais.

As funções fundamentais que este Planeta nos oferece são: análise racional, aprendizagem, atenção, curiosidade, raciocinio, conversação e comunicação (oral e escrita), locomoção física, destreza manual, mediação (interface), conhecimento e percepção sensorial.

Regente de Gémeos e de Virgem pode ter características: Intelectual, perceptivo, razoável, versátil (Gémeos); crítico, nervoso, tenso (Virgem)
O signo onde se encontra vai indicar-nos como se podem processar os mecanismos da palavra.


Quando Mercúrio está no elemento Fogo, indica que é um pensador intuitivo; no elemento Terra, a mente é prática e objectiva; no elemento Ar, já temos uma mente desapegada e fria; e por fim em Água, a mente é cautelosa e profunda.
A posição nas Casas mostra o tipo de coisas que ocupam e atraem a nossa mente.

Apontamento sobre...


A Astrologia é uma linguagem divina que interpreta os movimentos celestes assim como as respectivas energias associadas e a forma como elas se manifestam nas nossas vidas.


Mas a energia é neutra; nós podemos ou não estar harmonizados com ela.


A Astrologia aponta o caminho que cada um deve seguir, de forma a reproduzir na matéria a sua própria divindade, através de um processo de purificação e transmutação interior.


Tudo é dual, por isso observamos no Mapa Natal, tanto os aspectos tensos, como os resultantes das aprendizagens em vidas anteriores, e que hoje são as "mais valias".


Apesar de não vermos as causas nem as consequências do que nos acontece, adoramos classificar: "isto é bom" ou "isto é mau"; "isto está certo e aquilo está errado"...


À medida que a energia da Era de Aquário, vai baixando sobre nós, torna-se cada vez mais perigoso focar a percepção e o pensamento em qualquer coisa que seja densa, negativa ou contrária ao nosso propósito evolutivo.


O nosso pensamento, quandfo direccionado através da atenção e da concentração, tem poder. Tudo aquilo em que focamos a nossa atenção é amplificado por uma energia tipo "raio laser", isto não é mais que co-criação ou melhor dizendo isto é A LEI DA ATRACÇÃO.


Então ao invés de focalizar a vossa atenção nas toxinas que ingerem... foquem os vossos pensamentos na purificação de tudo aquilo com que se alimentam. Em vez de pensarem nos problemas (físicos, emocionais ou mentais), pensem na grande percentagem de divindade que há em vós.


Ninguém chega livre de um passado. Não começamos aqui, nem terminamos aqui, a nossa existência.

A vida é eterna!

Possuimos o potencial de usarmos a sabedoria interna, no sentido de desenvolvimento e crescimento pessoal, enquanto seres de Luz.


A Astrologia ajuda a conhecer o nosso potencial e representa uma das oportunidades mais fascinantes para que, entrem em contacto com o estado em que se encontra a própria consciência.


A Lua


Tal como o Sol ilumina o dia, a Lua ilumina a noite. Juntos formam uma classe especial de corpos celestes: os Luminares.

O Sol é activo e dominante, a Lua é receptiva e reflectora. A contrário do Sol, a Lua não é sempre igual. A sua forma e luminosidade variam ao longo de um ciclo de 28 dias. A Lua simboliza, assim, tudo o que é ciclico; os ritmos naturais e biológicos.
Na Mitologia está associada à Ártemis ou Diana, a caçadora virgem dos bosques, lembrando-nos que devemos ser sempre e, antes de mais nada, caçadores de nós mesmos.

Dá-nos indicação sobre a experiência emocional da infância. Descreve as reacções infantis, o ambiente necessário para alimentar a criança psiquica, emocional e fisicamente, bem como as caracteristicas que manifesta com maior naturalidade. As mensagens desses primeiros anos determinam os condicionamentos emocionais, que nos ficam gravados no inconsciente.
A Lua é como a mãe de todos nós. Está associada à memória, ao passado e à mãe e é regente do signo do Caranguejo. Ela mostra como nos sentimos bem, como nos protegemos e cuidamos dos outros. Tem um principio feminino e revela a capacidade de nutrir e ser nutrido, tanto fisica como psiquica. Representa também toda a "herança" familiar de condicionamentos biológicos que recebemos através da mãe.

Representa a nossa vida emocional, o instinto e a autopreservação; a ilusão da forma, o inconsciente. Faz ressaltar o estado da Alma.
Contribui para um comportamento natural e instintivo na personalidade.
O signo onde a Lua se encontra, mostra como nos sentimos (emocionalmente) mais confortáveis e seguros.
Este luminar também designado por planeta, está associado às nossas carências

Na órbita da Terra, simboliza a receptividade, a sensibilidade ao exterior e funciona como um "amortecedor" das experiências físicas. Indica os mecanismos de defesa, hábitos, acomodações e instintos.

Nos elementos, revela que tipo de inseguranças existem em cada um de nós.
Em Fogo, as inseguranças têm como centro a identidade e a expressão pessoal;
Em Terra, é na área da realização concreta e prática que se manifestam as inseguranças;
Em Ar, expressam-se através de uma conceptualização do instinto e dos sentimentos;
Em Água, as inseguranças estão enraizadas no sentir

Existe um processo de aprendizagem associado à Lua: começamos por ser inconscientes e instintivos e, aos poucos, percebemos as inseguranças e começamos a refazer o padrão de comportamento.

Assim, a Lua dá-nos indicações sobre o que nos deixa inseguros, mas também sobre o que nos protege e alimenta.
De forma poética (e também astrológica) está relacionada ao mundo mágico dos sonhos, da fantasia e do romance, mas também não podemos esquecer o lado mais sombrio, representada pelo inconsciente e suas memórias.

O Livro de Ouro de Saint Germain deixa muita gente confusa ao ler o capítulo XV que fala "mal" da Astrologia.

Antes de mais nada, quero transmitir o que li num artigo do programa Interagindo com a GFBB de 05/05/2007.

"....os três reis magos eram astrólogos e a astrologia ajudou-os e muito, a se prepararem para a chegada do Cristo. Hermes Trismegisto era, entre as muitas habilidades que tinha, um grande astrólogo e foi uma das almas mais elevadas a viver neste planeta. Quando Saint Germain ditou a Guy Ballard este capítulo, ele estava a referir o lixo que era divulgado pelos jornais e rádios norte americanos, e que como bem sabem, hoje está em todos os lugares e revistas populistas e sem valor cultural algum.

Horóscopo pronto para as massas ou mesmo que individual...

Repetindo uma parte do capítulo, Saint Germain diz: "Na "Presença EU SOU", não há altura que o discípulo não possa alcançar mas, se permitir que a sua atenção se detenha em astrologia, numerologia e nas muitas "logias" da época actual, não há abismo em que não possa cair."

Ele refere-se à "época actual".

O problema com o Tarô, com a Astrologia, com o I Ching e com a numerologia, que com certeza são ferramentas preciosas que ajudam no processo de auto-conhecimento e da evolução espiritual, é que muitas pessoas que se utilizam destas ferramentas, o fazem sem a consciência elevada e o conhecimento necessário para tal. Qualquer influencia astral e a leitura pode ser totalmente prejudicada. - Paulo R.Simões

Elizabeth Prophet afirma na sua aula sobre reencarnação: “Qualquer que seja seu interesse vocacional ou habilidade, seja como médico, enfermeiro, carpinteiro, fazendeiro, soldado, músico, professor, pregador, religioso, etc. – você provavelmente desenvolveu este interesse e habilidade em vidas passadas. Minha vocação é a astrologia.De onde veio esse interesse e habilidade? O senso comum diria que é resultado de influências genéticas e ambientais. Mas ninguém que eu conhecesse me influenciou – nenhum familiar, amigo ou professor – porque ninguém que eu tenha conhecido tinha qualquer conhecimento de ou interesse por astrologia ou de meus outros grandes interesses, os Mestres Ascensos e seus ensinamentos.Eu acredito que a reencarnação fornece a melhor explicação para a minha habilidade na astrologia e no meu interesse pelos Mestres Ascensos – ambos desenvolvidos em vidas passadas. A Astrologia, por si só, é um excelente argumento a favor da reencarnação. Um astrólogo, por exemplo, pode dizer olhando um mapa de nascimento, se a pessoa tem muito medo, raiva ou qualquer outra característica negativa.

... Quando eu estava estudando na Summit University, em Montana, tivemos uma grande conferência onde havia um balcão oferecendo serviços astrológicos feitos por um chela dos mestres ascensos e altamente preparado para este trabalho. Contratei o serviços dele para o meu mapa astrológico e foi a melhor interpretação astrológica que já vi. Tanto gostei que quando minha filha nasceu, anos depois, mandei fazer com ele a avaliação astrológica dela.Saint Germain, quando viveu a vida do grande Mago Merlin, era um Druida. Os druidas eram além de outras coisas, astrólogos muito eficientes.

Saint Germain diz ainda, no "Livro de Ouro": “Aquilo sobre que desejo hoje falar, refere-se à ilusão da astrologia. Nenhum ser vivente poderá ao mesmo tempo ocupar-se da astrologia e penetrar na "Presença EU SOU" e lá se manter. Por trás da prática actual da astrologia, estão os desejos humanos e a oportunidade de justificar e satisfazer os desejos do externo. A propósito, deixai-me relatar um facto espantoso que se encontra em nossos arquivos: "Não há coisa alguma nem fase de estudo que tenha originado maiores fracassos ou maior número de crimes indirectos do que a fraude causada pela astrologia actual".

Na cidade de Chicago vivia, há poucos anos, um brilhante estudante de metafísica que, por ter aceite conscientemente a ilusão do seu horóscopo, foi levado ao suicídio.Vejam esta parte do livro: Nos dias actuais, o emprego da astrologia não tem nenhuma semelhança com o emprego que lhe era dado há séculos atrás. Naquele tempo, ela não conduzia a conclusões negativas de espécie alguma. O grande mal de fixar a atenção na astrologia é que os discípulos aceitam os prognósticos negativos muito mais do que estão querendo admitir. Elizabeth Clare Prophet, diz na PdS Vol. 33 Nº 11, de 18 de março de 1990: "Temos todas as ferramentas que necessitamos para alcançar nossa vitória nesta Era. Temos os ensinamentos perdidos de Jesus, agora recuperados, e temos a dieta macrobiótica para restaurar os nossos corpos por completo. Temos a chama violeta que podemos invocar para transmutar aqueles elementos negativos da nossa astrologia e da nossa psicologia. Deus nos deu a oportunidade de nos adequarmos, para sermos os pais destes Portadores de Luz". (Ela está falando da sétima raça raiz). Os mestres querem que as pessoas coloquem a atenção na Presença EU SOU e peçam para atingir a perfeição. A astrologia pode alertar, desde que bem feita, para que façamos invocações à chama da Presença EU SOU pedindo libertação dos problemas previstos. Mas o que acontece com as pessoas não preparadas para saber a verdade do que está para ocorrer é que elas ficam na expectativa da chegada deste mal, aumentando assim a chance de que realmente sofram esse mal previsto. Abrindo uma polaridade ômega para que um mal, alfa chegue às suas vidas.

Uma pessoa comum, diz: "eu tenho a lua em peixes, é por isso que eu sou assim." Um estudante dos mestres diz: "eu tenho a lua em peixe, então eu preciso vencer estas forças negativas amplificadas pela lua na casa de peixes, Preciso vencer minhas dúvidas, medos, questionamento humano e lembranças de memórias astrais."

Percebem a diferença?

Os desafios devem ser enfrentados por meio de uma força espiritual que armazenamos em nossos chakras e em nossa aura, a fim de que sejamos inabaláveis perante a descida do carma pessoal e planetário também.

Complementando este assunto, O Elohim Astrea diz, numa das suas mensagens, aos Prophet: “Onde estais fora de alinhamento, onde possuis aborrecimentos e ainda onde vossa astrologia indique a existência de conflitos, vós entendereis que há mais poder e poder mal qualificado do que equilíbrio da chama trina.”

Um astrólogo precisa sempre, além de estudar muito sobre o assunto, procurar a interpretação dos factos, desenvolvendo uma harmonia com o seu Eu Superior, o único que poderá levá-la a utilizar bem esta ferramenta de ajuda ao próximo. É importante desenvolver uma maneira de mostrar ao paciente, o caminho para a vitória sobre as barreiras identificadas no estudo astrológico.

Quando faço uma análise dos ciclos cósmicos para uma pessoa, eu sintonizo-me, para que os mestres me ajudem a sentir o que realmente importa, para a evolução deste Ser.

Não me interessa satisfazer o ego humano, mas sim, ensinar, ou seja passar os conhecimentos que fui adquirindo, para cada um se auto-conhecer e poder em consciência curar-se.

Signo Solar

No centro do sistema solar encontramos o Sol. Tal como a consciência humana se expressa através de diferentes formas, também a energia solar se diferencia através dos planetas. A posição relativa de cada planeta define a função que simboliza.
O signo solar representa a fonte universal da própria existência na terra; o propósito de vida, a manifestação da vontade.

Sol
O Sol é muito importante no mapa, pois exerce a sua poderosa influência de maneira directa, decidindo o comportamento dos seres.


Ele mostra o que cada um de nós veio fazer a este Mundo, e o que trazemos para nos ajudar a cumprir essa missão.
O Sol é o doador da vida. É a força vital, a essência, o impulso interior.

Representa o nosso eu mais profundo, a generosidade do coração, o afecto, a magnanimidade, a criatividade e a simples alegria, a parte de nós mesmos que necessita ser exprimida no mundo através do trabalho, actividade ou contactos sociais. Manifesta a determinação e a expressão dinâmica da vontade.

Desloca-se cerca de um grau por dia. Leva 365 dias para completar uma deslocação ao longo do Zodíaco, estando um mês em cada signo.
O Sol rege o signo Leão e está associado à casa cinco, no mapa astrológico.

Esta estrela é abordada na linguagem astrológica como planeta. O signo onde se encontra no momento do nascimento, é aquele que na sua essência, significa o ponto de maior individualidade. A casa onde está o Sol, indica a área de poder pessoal e os aspectos dos planetas ao Sol indicam os meios e as formas com que cada ser se reveste para se conhecer e evoluir.

Simboliza a centelha individual que mergulha na vida à procura de uma experimentação especializada e muito particular. O Sol é a consciência.

Na Mitologia, é Apolo, o deus da Luz e dos oráculos, deus que tudo vê e que tudo mostra, indicando-nos a forma clara, verdadeira e honesta com que devemos relacionar-nos, fazendo o possivel para que tudo fique sempre esclarecido.

Na Cabala o Sol representa o aspecto masculino do Universo. É o caminho do Heroí ou Heroína: de quem se diferencia dos valores colectivos e procura dirigir a própria existência, decidindo por si mesmo, qual o caminho a tomar e procurando expressara sua própria criatividade.

Geração Índigo


A participação na Feira da Criança, foi muito gratificante, pela divulgação deste tema tão importante e que ainda muitas pessoas desconhecem.

O “fenómeno Índigo” nasceu a partir da cor índigo que aparece associada à mente (chacra frontal) e à espiritualidade (aura de cor índigo). Segundo alguns autores, as crianças índigo estão envolvidas por uma aura azul-índigo, Nancy Ann Tappe, nos anos 80 observou que inúmeras crianças apresentavam esse tipo de aura e tinham características algo semelhantes. Na última década dos anos 90, dois autores norte-americanos Lee Caroll e J. Tober, bem como a portuguesa Teresa Guerra, publicaram os primeiros livro sobre “As Crianças Índigo”.
A partir de então muito se tem falado destas crianças que cada vez em maior número estão a invadir o nosso planeta. As crianças da nova geração assemelham-se a pequenos seres de luz, sendo para nós um símbolo de esperança e de renovação. Elas compreendem facilmente as leis universais, são muito criativas e possuem uma memória privilegiada (por vezes falam de vidas passadas com toda a naturalidade) e são dotadas, como referem alguns autores, de uma espécie de “inteligência espiritual”.

Devemos acabar com o velho padrão de que são apenas crianças, sem experiência de vida, e começar a olhar para elas com o coração. Elas vêm com a missão e a função de espalhar a luz e de nos ajudar a crescer espiritualmente.

Visão Cabalistica da Astrologia


Signos Cardeais – Força de penetração – Energia YOD
Esta energia penetra-nos, permanece em nós e sai de nós. Logo a força que nos penetra deposita em nós um potencial, que é como um motor que nos põe em marcha em direcção a qualquer coisa que devemos realizar a um dado momento.
São os signos motores, portadores da semente: Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio que representam a fase da Emanação.

Signos Fixos – Força de Interiorização – Energia HE
Esta energia permanece durante o qual as forças cósmicas agem na nossa natureza interna e aí plantam as sementes deixadas pelos signos precedentes.
São os signos interiorizadores: Leão, Escorpião, Aquário e Touro que representam a fase da Criação.

Signos Mutáveis – Força de Exteriorização – Energia VAV
Energia de saída, a força que nos penetrou na primeira fase, que germinou e se enraizou durante a segunda, sairá agora para o exterior, transformada segundo o conteúdo da nossa natureza interna.
São os signos comuns ou duplos: Sagitário, Peixes, Gémeos e Virgem que representam a fase da Formação.


- Elemento Fogo representa a fase Yod e a força activa - Kether – Vontade
Carneiro, Leão e Sagitário pertencem ao Mundo Cabalístico das Emanações, que corresponde ao Mundo do Pensamento.

- Elemento Água representa a fase He e a força activa é Hochmah – Amor
Caranguejo, Escorpião e Peixes pertencem ao Mundo Cabalístico da Criação, que corresponde ao Mundo do Desejo.

- O elemento Ar representa a fase Vav e a força activa é Binah – Inteligência
Balança, Aquário e Gémeos pertencem ao Mundo Cabalístico da Formação, que corresponde ao Mundo Etérico.

- O elemento Terra representa a fase de 2º He e a força vital – Hesed – Bondade, Paraíso
Capricórnio, Touro e Virgem pertencem ao Mundo Cabalístico da Acção, do Fabrico, que corresponde ao Mundo Físico.


No trabalho da criação, Deus começou por utilizar a Vontade, as forças provenientes dos signos de fogo, as quais alimentaram o seu desígnio, o seu propósito, isto é forneceram a semente do seu futuro Universo.
Utilizou em seguida, as forças provenientes dos signos de água, que puseram à sua disposição essa essência chamada Amor, depois, misturou desígnio e amor e construiu as duas Colunas da sua Obra.
Os signos de ar ofereceram, em seguida, as suas forças e, com elas, Deus criou as Leis que regem o Universo e foi destas leis que nasceram (neste mundo inferior) a lógica e a razão, que nos permitem descobrir a Lei e o funcionamento da Máquina Cósmica.
Com os signos de terra, que fornecem a capacidade de cristalização, de coagulação para dar uma pele, um envelope às energias dos outros signos, de modo que eles dispusessem de um Corpo Material para se manifestarem. Com estas últimas forças, Deus cobriu a sua Obra, vestiu-a, deu-lhe uma aparência.
Assim fez Deus e nós agimos do mesmo modo.

Ao analisarmos um mapa astrológico, com esta ajuda, vemos que se uma pessoa tiver a maior parte dos Planetas em Signos de Fogo, é portador de um desígnio, de uma vontade, de uma iniciativa e que é utilizado por Deus para plantar no Mundo as sementes de tudo, absolutamente tudo, e são os portadores do Futuro.

Se a maior parte dos Planetas se encontram em Signos de Água, concluímos que os sentimentos, as emoções, dominam a pessoa e que esta vê tudo de uma maneira subjectiva e pessoal, pois a Água corresponde a He, que é uma energia de interiorização e que põe em relevo o que é interno, o que é propriedade exclusiva e património da própria pessoa. Oferecerão a sua própria “terra” corporal, emocional e mental, para que aquelas sementes, estes grãos, possam lançar raízes; serão portadores de Amor, o qual se exprimirá como um ardor interno, que os impele a conduzir a Obra no sentido da perfeição. Para eles os frutos, os resultados pertencem a uma etapa futura, mas já é um futuro próximo.

Se os Signos de Ar, concentram em si a maior parte dos Planetas, isto significa que a pessoa se aplica a decifrar as leis, será lógico e racional, cujas reacções podemos facilmente prever, uma vez que o seu comportamento obedece a valores universais e objectivos. Realizarão a Sua Obra através da ordem e da lei: são portadores de lógica e de razão e instituem o quadro legal, no qual a Obra poderá ser realizada.

Por último temos os Signos de Terra, e se a maior parte dos Planetas estiver neste elemento, significa que a pessoa será de realizações práticas, que disporá de meios materiais para conduzir a bom termo as suas aspirações. Instituem, realmente, no Mundo físico o que o espírito tinha projectado.


O Zodíaco constitui um caminho de formação humana, no qual não somos obrigatoriamente de um signo ou de outro. Nascemos sob um signo e com determinados Planetas e determinados Aspectos, consoante as necessidades precisas de experiências indispensáveis ao nosso Ego.
Uma pessoa que nasce numa vida com muito fogo, nascerá com muita água numa próxima vida, depois com muito ar e por fim com muita terra, de forma a completar o processo evolutivo.