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Alquimia da consciência

...é um conhecimento que está alicerçado no amor, e por isso, a união pelo amor está sempre presente em qualquer obra alquimica, representando uma energia que une dois princípios.



O processo alquimico em nós, faz-se de 7 em 7 anos. A arte secreta da alquimia reside na transformação da personalidade. Qualquer pessoa envolvida no seu próprio desenvolvimento psicológico e espiritual é um alquimista.
O processo alquimico, fala da transformação da Alma. É algo que ocorre todos os dias, em todas as fases da vida, com todas as pessoas (só que não há consciência disso, a maioria das vezes.


O Alquimista vê para além das aparências. Com a sua intuição apurada, em profunda paz consigo e com o mundo, com um imenso amor pela vida e com a sua ligação espiritual activada, está capaz de penetrar no mundo da essência, das energias, da identidade cósmica e individual. 

Este processo alquimico, acontece várias vezes ao longo da nossa vida e envolve várias áreas (afectiva, saúde, carreira, relação com os filhos ou com os pais, e até mais profundo, ao envolver várias áreas ao mesmo tempo).
Para completar este processo, que traz a verdadeira libertação interior, é necessário passar por quatro etapas de transformação psicológica que representam um processo de auto-conhecimento - Nigredo, Albedo, Citredo e Rubedo.

O Nigredo é o caos, da substância. É quando vivemos uma crise - o fundo do poço. Onde resistimos ou negamos. Aparece para fazermos uma revisão de vida (do passado), para transcender. É preciso integrar a sombra e cortar. É o que tem de ser feito.

O Albedo, é a purificação. É quando conseguimos já separar o que queremos, do que o que não queremos na nossa vida. É o destilar, onde tudo se reorganiza e a luz se faz (esclarecimento psicológico); a integração dos elementos em nós. O caminho não está fora de nós, nós somos o caminho. Ficamos inteiros em nós.

O Citredo, é a fase intermédia. Algo que amadureceu e começa a estar disponível para nos reeducarmos. Silêncio - etapa da sabedoria. Libertação de ilusões e ajuste à nova ordenação na matéria. A  liberdade está em optarmos por aquilo que somos... e o caminho é cumprirmo-nos.  Integração da Sabedoria em nós.

O Rubedo, é o processo de síntese interno. O Deus em nós. É a esperança da glória. É a união connosco. É uma fase muito mística, onde o lado masculino e o feminino da alma se integram. É o tempo de voar, de agradecer e desfrutar. A Alma é a "casa" da nossa sensibilidade e é pela sensibilidade, que este trabalho alquimico se desenvolve. ´´E o casamento da Terra e do Céu. A vibração que sustentamos permite viver a totalidade.



No próximo post falarei um pouco mais sob este assunto.
Namasté!

Flor de Lótus

Lótus é o símbolo da expressão espiritual, do sagrado, do puro. A lenda budista relata-nos um acto de expansão espiritual que todo o ser humano pode alcançar se utilizar as energias criadoras, que combinadas, misturem as suas diferenças, para que alcancem a Unidade!


"Certo dia, à margem de um tranquilo lago, encontraram-se quatro irmãos: o Fogo, O Ar, a Água e a Terra.

- Quanto tempo sem nos vermos - disse o fogo, cheio de entusiasmo, como é de sua natureza.
 - É verdade - disse o Ar. É um destino bem curioso o nosso. à custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais forma, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade.
- Não te queixes - disse a Água, pois estamos a obedecer à Lei, e é um Divino Prazer servir a Criação. Por outro lado, não perdemos a nossa liberdade - tu corres de um lado para o outro, à tua vontade; o irmão fogo entra e sai por toda a parte servido a vida e a morte. Eu faço o mesmo.
- Em todo o caso, sou eu quem deveria queixar-se, disse a Terra - pois estou sempre imóvel e mesmo sem minha vontade, dou voltas, sem descansar no mesmo espaço.

Não intristeceis minha felicidade ao ver-vos - tornou a dizer o Fogo - com discussões supérfulas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontramos fora da forma.

Cada um contou o que havia feito durante a sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído; cada um se orgulhou de haver prestado para que a vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. No meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o Homem. Como ele era ingrato!

Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico, porém, a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos.
Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perdurasse através das idades a felicidade de seu encontro.

Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, mas também servisse de símbolo e exemplo para o homem.

Por fim, reflectindo-se no lago, os quatro disseram:
- E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela?
A ideia pareceu digna da experiência.

-Eu porei as melhores forças de minhas entranhas, disse a Terra. - e alimentarei suas raízes.
-Eu porei as melhores linfas de meus seios - disse a Água - e farei crescer sua haste.
-Eu porei minhas melhores brisas - disse o Ar - e tonificarei a planta.
-Eu porei todo o meu calor - disse o Fogo - para dar às suas corolas as mais formosas cores.

Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O Sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha. 
Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus, brilhava no lago, com sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e da perfeição humana."

(Conto Budista)

Encontro...

O meu desejo é deter-me um pouco mais, com cada um dos que comigo estão e partilham a vida... quero ouvir melhor as vossas ideias, observar os vossos gestos mais simples, guardar o tom das vossas vozes, o vosso jeito de ser, de andar... abraçar-vos.

Quero gravar na minha mente os sorrisos, as manias, o modo de ser de cada um... 
Hoje eu quero fazer uma prece ao vosso lado, para descobrir com todos e cada um a magia da serenidade, pelos fios invisíveis da oração conjunta.

Hoje, vamos sentar-nos juntos a meditar... ouvir a melodia dos pássaros, em silêncio e, sem pressa.

Hoje eu agradeço conhecer-me através dos vossos medos, de conhecer cada um de vós e poder transmitir-vos confiança, na vossa intuição, que aprenderam a reconhecer e senti-la pelos vossos olhos.
Hoje eu dou a força para caminharem sozinhos, mas é um caminhar lado a lado, somos comunhão com a essência, somos todos Um.

Registo na minha alma cada gesto, cada sorriso. Hoje eu grito este amor que existe dentro de mim e que partilho com todos vocês, amigos do meu ♥

Vamos meditar à mesma hora, no sitio do costume.

Avançar....

“Garras poderosas

Um rei recebeu como obséquio dois filhotes de falcões e os entregou ao mestre da falcoaria para que os treinasse para a próxima temporada de caça, entretenimento dos nobres da época, enquanto esperavam por alguma guerra.
Passados alguns meses, o instrutor comunicou ao rei que uma das aves já estava com toda sua performance de caça pronta para ser testada, mas que a outra ave não se tinha movido do seu galho desde que tinha chegado ao palácio, a tal ponto de que tinham que lhe alcançar a comida, para que não morresse de fome.
O rei, um sujeito muito hábil, mandou chamar curandeiros e até senadores para que verificassem qual o problema com a ave, mas de nada adiantou, ela não saía do lugar...
Pelas janelas dos seus aposentos o monarca podia ver o pássaro imóvel no galho, e mesmo que sua pose fosse autêntica e seu corpo delineado, faltava-lhe a qualidade principal que era voar.
Publicou por fim um anúncio entre seus súbditos procurando alguém que ensinasse o pássaro a voar. Na manhã seguinte, viu a ave voando com agilidade pelos jardins!
- Traga-me o autor desse milagre! - disse o rei. - Quero recompensá-lo e aprender sua técnica mágica.
Quando o sujeito é apresentado, o rei lhe pergunta:
- Como conseguiste? Tu és mágico, por acaso?
E o homem respondeu:
- Não alteza, apenas observei que se cortasse o galho onde a ave se agarrava, ela iria precisar de algo mais, e isso eram suas asas...”

Autor desconhecido

Partir o galho é realmente a forma para não nos esquecermos do propósito que cá nos trouxe.....

Aceitar, exige que as nossas mãos permaneçam abertas, tanto para receber como para dar, é preciso que haja entendimento para abrir as asas e voar...

Pode não ser fácil, mas há momentos na vida que é preciso quebrar barreiras e avançar....

O momento é agora!

O momento é este



Ao longo do meu trabalho como terapeuta, tenho tido a oportunidade de constatar que muitas pessoas resistem para se libertar de ressentimentos, devido às crenças que lhes foram ensinadas na infância, pela família e pela sociedade. Alimentam um "vitimismo" e gostam de chamar a atenção para as "suas desgraças"
como forma de obterem atenção, que acreditam necessitar.
Isolam-se e entram em profundos estados de depressão e amargura.


“Um grande urso, vagando pela floresta, percebeu que um acampamento estava vazio. Foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou uma panela muito grande de comida. Abraçou a panela com toda a sua força e enfiou a cabeça dentro dela, comendo tudo com sofreguidão.
Enquanto abraçava, começou a perceber que algo o atingia. Na verdade, era o calor da panela... Ele estava a ser queimado nas patas, no peito e onde mais a panela encostava. 
O urso nunca tinha experienciado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria tirar-lhe a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto urrava, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a panela o queimava, mais ele a apertava contra o corpo e mais alto urrava. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que estava colado à  panela e, mesmo já morto, ainda mantinha a expressão de estar a rugir”.

Ao ler esta história, tomei consciência que, muitas vezes na nossa vida abraçamos certas coisas que julgamos serem importantes. 
Mas tal como na história, algumas delas magoam-nos, "queimam-nos" por fora e por dentro, e mesmo assim resistimos. 
Fica bem patente o medo da mudança e é precisamente esse medo que nos coloca numa situação de desespero e dor. É preciso começar a perceber que o apego é de certa forma a maneira que arranjam para manter o controlo.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Em certos momentos, é necessário reconhecer que nem sempre o que parece ser a salvação nos dá condições de prosseguir.

Passo-lhes a aprendizagem que tive com o método do Ho'ponopono (já descrito num post anterior). É preciso perceber e admitir que todos estamos aqui num processo de evolução. 


Jesus diz-nos: Tu estás a renascer. Em todos os sentidos, em todas as formas, nas mais pequenas acções quotidianas, estás a nascer outra vez para uma nova vida. Cada vez estás mais perto de mim. Cada vez vibras mais alto, mais puro, mais subtil. Cada vez mais, alcanças a dimensão do céu onde as fadas podem voar.
Este é o tempo do renascimento. É o tempo dos homens entenderem a missão. Entenderem que a verdadeira missão, a única missão possível para o ser humano dentro da humanidade, é conseguir ser único, inconfundível e inviolável. É conseguir destacar-se de mais de sete mil milhões de pessoas.
Ser autêntico. Ser orgânico. Ser especial.

in Livro da Luz de Alexandra Solnado


O momento é este. O Universo está a dar-nos essa oportunidade...

“Nem sempre posso controlar o que se passa fora. Mas posso sempre controlar o que se passa dentro.” Wayne Dyer

Nada melhor que Saturno em Escorpião, para trabalharmos e aceitarmos a transformação.
Transformação é sinónimo de “Vida-Morte”, uma vez que a Vida é impermanente, e mutável. Se uma é a essência a outra é a condição, o seu reverso indistinguível.
O mistério da vida e da morte. O milagre inevitável, ao longo do tempo e das formas – de todas as formas –, a dança permanente entre o velho que se esgota e o novo a que aquele dá lugar, a vida cumprindo-se através da morte das formas que permite o nascimento de outras, continuamente.

Pensem bem nesta proposta e no que ela alcança, como processo evolutivo.





Com muito amor

Mergulho bem fundo no meu coração, destruo as correntes que aprisionam as minhas emoções.
Exercito o perdão, pois só assim tenho paz, e sigo livre a minha caminhada.

Agora, bato asas em direcção ao céu e vivo como Deus um dia planeou... Com muito Amor!.



"Quando se ama não é preciso entender o que acontece lá fora, porque tudo passa a acontecer dentro de nós" (Paulo Coelho)



Continuando a explorar o tão famoso quadro de Leonardo da Vinci - A última ceia - eis agora uma breve análise astrológica "da posição dos apóstolos na "Última Ceia de Cristo", feita pelo Vitorino de Sousa no seu livro - Dicionário de Astrologia, editado pela Angelorum em 2005.

Simão é o primeiro a contar da direita. Por corresponder a Carneiro, é, precisamente, a cabeça que sobressai da figura: a fronte altiva, o cabelo curto, o nariz adunco, tipicamente marciano, e a barba pontiaguda, acerada como a espada do Deus da Guerra (Marte). Ele está no topo da mesa (é o primeiro.), encabeçando o primeiro grupo de três apóstolos.... como se ele fosse o chefe daquele pequeno grupo.

Judas Tadeu é o segundo a contar da direita. Touro rege o pescoço e os ombros. Partindo daqui, é interessante verificar que Leonardo da Vinci pinta esta figura de forma a que seja precisamente essa zona do corpo a receber mais luz. O cabelo, farto, está atirado para trás. O decote da camisa, repuxado, expõe uns ombros que se adivinham largos e robustos. inclina a cabeça na direção de Simão (Carneiro, no topo da mesa), mas o olhar desconfiado não encara nenhum dos companheiros, parecendo avaliar de onde poderá vir o golpe que porá em risco a sua segurança.

Mateus é o terceiro a contar da direita. A dispersão de Gémeos é representada por esta figura que olha para Simão e aponta para Jesus. Mais uma vez, Leonardo da Vinci faz ressaltar a zona do corpo respeitante ao signo: os braços e as mãos. Além disso, o período da vida associada a Gémeos - a juventude - é bem patente nas feições de Mateus, sem dúvida o mais novo de todos.

Filipe é o quarto a contar da direita. A doçura de Caranguejo está aqui personificada neste apóstolo. De pé, demonstra intenção de fazer alguma coisa e recolhe as mãos fofas sobre o peito, numa atitude de acolhimento. Inclina ternamente a cabeça, mostrando um rosto cheio, onde reina um olhar doce, só possível em quem reparte a dor daqueles que ama!

Tiago Menor é o quinto a contar da direita. Leão manifesta-se na postura teatral deste apóstolo que abre os braços e expõe o coração, órgão do Leão. O recuo do queixo parece reforçar a exposição do peito. Se repararmos, parece fazer uma barreira com os braços, impedindo que Filipe, de pé, e Tomé, com o dedo crítico (Virgem) espetado como que acusando, lhe tomem a dianteira e se aproximem de Jesus: ele quer estar "na primeira fila"!

Tomé é o sexto a contar da direita. Sabe-se que Virgem é excelente a encontrar defeitos... e é o que este apóstolo parece estar a fazer. Repare que, enquanto símbolo da modéstia e da humildade, ele está atrás de Tiago Menor (Leão). Só se lhe vê a cabeça (sede do intelecto (Mercúrio, seu regente) e o dedo espetado, símbolo da chamada de atenção de quem acha que nada está como deve ser. Tem os olhos muito abertos de ansiedade e inquietação, como a querer perceber tudo o que está implicado na decisão do Mestre. Parece dizer-lhe: "Isso não está certo; vê lá o que vais fazer!"

João é o sexto a contar da esquerda. O sentido de partilha de Balança é retratado através deste apóstolo que une os dedos ao entrelaçar as mãos (!) e se inclina para Pedro (Sagitário) parecendo ouvir a opinião dele. Ao mesmo tempo, essa inclinação do corpo desvia-o para o lado contrário de Simão (Carneiro, seu oposto complementar). Notar, também, as feições calmas, belas e femininas (Venusianas), da figura, e o ar de ponderação e meditação sobre o que está a ouvir.


Judas Iscariotes (Escorpião) é o quinto a contar da esquerda. Ele é o tesoureiro dos apóstolos. Por isso, Leonardo da Vinci representou-o com uma bolsa de moedas na mão. Esta bolsa encerra, porém, uma dupla significação, na medida em que pode ser vista como contendo as 30 moedas associadas "à venda" de Jesus. No entanto, sem essa "traição" não teria havido a morte e a ressurreição do Mestre, morte e ressurreição, essas que são, precisamente, as duas palavras-chave de Escorpião. Aliás segundo consta, Jesus terá dito a Judas: "Vai e faz o que tens a fazer." No quadro este apóstolo, encara o Mestre com olhar penetrante, enquanto, com a mão direita segura firmemente a bolsa. A mão esquerda faz um gesto que pode ser interpretado com "É, então, chegada a hora?"

Pedro é o quarto a contar da esquerda. Leonardo da Vinci personifica a sabedoria de Sagitário neste apóstolo. Não é por acaso que foi o redactor da Lei da Igreja. Além disso, foi Papa, a mais alta figura da religião e veículo da filosofia de Jesus, seu Mestre. No entanto, Sagitário é o centauro, meio homem, meio animal. Então, vemos o lado instintivo (animal) de Pedro segurando um punha com a mão direita, debruçando-se fogosamente sobre Judas Iscariotes, que se afasta para dar espaço à corpulência do companheiro. Contudo, o punhal não ameaça o Mestre; a arma está virada no sentido oposto, aparentemente assustando André (Capricórnio) que leva as mãos à frente como quem diz: "sossega, eu nada tenho a ver com isto!"
Desta atitude de Pedro ressalta bem a vontade de defender Jesus, nem que seja preciso recorrer à força.

André (Capricórnio), o terceiro a contar da esquerda, é sem dúvida, o mais idoso do grupo (Saturno, associado à velhice). Mostra a face seca, a boca austera e expõe as mãos ossudas e esqueléticas com os dedos nodosos (note a relação de Saturno com o esqueleto e as articulações). Esta postura das mãos, parece dizer que "defende a sua posição", que rejeita qualquer coisa, provavelmente a responsabilidade de estar envolvido na resolução que o Mestre tomou. André com este gesto de afastamento, típico de quem se "põe de fora", contrasta com o gesto acolhedor de Filipe, (o quarto a contar da direita, Caranguejo, seu oposto zodiacal).

Tiago Maior (Aquário), o penúltimo, da esquerda. Simbolizando a amizade, ele tem o braço esquerdo rodeando André (Capricórnio), mas apoia a mão no ombro de Pedro (Sagitário) que segura um punhal. O gesto de Tiago Maior poderá querer dizer: "Meu amigo, vê bem o que pretendes fazer". Se repararmos, ele é o único que toca ostensivamente o corpo de outro apóstolo. Amizade e amor, baseados na semelhança de perspectiva, são os tópicos principais que ressaltam da sua postura.

Bartolomeu, é o primeiro da esquerda. Recordemos que Peixes (Era do Cristianismo) rege os pés. Olhemos então para este apóstolo, o único a ter os pés fora da zona de sombra. Só neles bate a luz! Por outro lado, no quadro, só duas figuras parecem estar levantadas, o que neste caso, poderá significar um impulso de movimentação em direcção a Jesus, obviamente para o apoiar, para mais de perto lhe passarem a sua compaixão. Ora esses dois apóstolos são, precisamente, Bartolomeu e Filipe (o aº da direita), representantes de Peixes e Caranguejo, respectivamente, porventura os signos mais piedosos da roda zodiacal.
(há até quem diga que Peixes é a "Cruz Vermelha" do Zodíaco!)

Repare-se, ainda, que Bartolomeu está aparentemente calmo e lança um olhar abrangente sobre a agitação que se instalou na mesa, tentando apreender e assimilar as reacções dos restantes companheiros. Peixes, o último signo e o fim do Inverno, corresponde ao mês que antecede a Primavera, o início de um novo ciclo. Ao invés, a sua polaridade, Virgem, representado pelo franzino e nervoso Tomé (à esquerda de Jesus), é tão "ver para crer" que se atreve a levantar o dedo crítico mesmo na cara do Mestre!


Doce Amor

"Nenhum rumor. 
Nenhum frémito de asas.
Nada perturba a noite bela e calma.

E dormem os rosais, dormem os cravos.
Dormem as abelhas sobre o mel dos favos.
... e dorme, na minha alma, a tua alma."


Sofia de Melo Breyner

A face do bem e do mal


Muito se tem escrito acerca da obra de Leonardo da Vinci. Hoje escolhi este quadro da "Última Ceia de Cristo", para vos contar a lenda que se conta acerca desta obra.

Ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci, desejava retratar o bem e o mal, e, deparou-se com uma dificuldade, faltavam-lhe os modelos. Parou a meio da obra para tentar encontrar os rostos ideais para demonstrar o que pretendia.

Certo dia, enquanto assistia a um coral, viu num dos cantores a imagem perfeita para simbolizar Cristo (o bem), e convidou-o para ser seu modelo, reproduzindo assim, os seus traços, em esboços.
O tempo foi passando, dizem que 3 anos, a obra estava quase pronta, no entanto faltava a Leonardo da Vinci, encontrar o modelo para representar o mal (Judas Iscariotes).

O responsável pela igreja começou a pressionar, e a exigir que terminasse... o pintor continuava a procurar um jovem que estivesse esfarrapado, bêbado, que prematuramente tivesse um aspecto envelhecido, em todos os sem abrigo, e finalmente encontrou um mendigo com todas essas características. Pediu que o levassem à igreja e copiou as linhas do pecado, do egoísmo, tão bem marcadas no rosto do mendigo, que mal se mantinha em pé.

Quando terminou, já o jovem se tinha refeito da bebedeira e abriu os olhos, comentou: - Eu já vi este quadro antes!
Quando? - perguntou surpreso Leonardo da Vinci.
- Há três anos atrás, antes de perder tudo o que tinha. Numa época em que cantava no coro e tinha uma vida cheia de sonhos. Fui convidado para ser modelo da face de Jesus.

Moral da história:
O bem e o mal têm a mesma face! Tudo depende apenas das decisões que tomamos na VIDA...




Transmutar e Integrar

NeptunoDesde 2009, que Neptuno e Quíron caminham juntos. Esta caminhada proporciona um mundo mais consciente, mais inclusivo, mais humano e espiritualizado.


Quíron entrou em Peixes o ano passado e Neptuno acaba de o fazer - regressou a casa.
E, vem acentuar as características do signo do Amor Universal.
peixes simboliza a dualidade dos sentimentos, os dois polos da vida e da morte, com um Peixes que segue para Neptuno, enquanto outro segue para Plutão.
O medo é um velho sentimento, tal como o amor, da forma que foi vivido até aqui. o que nos é pedido, agora, é reconquistar um novo sentimento - Amor Incondicional - a paz interior, que é uma conquista da unidade das águas.


Neptuno, é a expressão do arquétipo de Unidade, além da qualidade da Alma. Os arquétipos são conceitos que estruturam a memória da alma. 


É importante que saibamos definir e tranquilamente viver a crise com lucidez.
As crises servem para regenerar. Esta nova Era chega para deitar abaixo 2000 anos de "trevas".


Neptuno, é um dos planetas do sistema solar que não se vê a "olho nu", e por isso está associado com a parte da mente que não conhecemos - o subconsciente.
Neptuno, rege a nossa hiper-sensibilidade, o astral, ou seja o que a realidade não mostra. É a percepção extra-sensorial, que todos possuímos, e que nos pode conduzir a captar a Alma.
A alma é o que em nós sente, o espírito é o que em nós fala.


Neptuno rege as habilidades psíquicas que nos capacitam a ver o que não está escrito, ouvir o que não está dito, perceber outras dimensões, captar a totalidade; liberta da ilusão de uma existência separada e "obriga" o particular a fundir-se no colectivo. É a inspiração, a mediunidade. Inclusão é a palavra de ordem daqui para a frente.


Neptuno tem a capacidade de alquimizar, misturar, fundir ou ainda dissolver assuntos, elementos, actividades e produzir resultados inesperados. Tem a visão de conjunto, compreende o todo e a interdependência dos elementos em jogo; leva em consideração a sociedade como um todo, assim como a multiplicidade de assuntos que se inter-relacionam.


É preciso atravessar o deserto para descobrir o oásis (paz interior).
A viragem que temos de fazer é conhecermo-nos, individualizarmo-nos, para unificar.
No entanto, nem tudo são flores, porque Neptuno também está associado à ilusão, à fantasia, aos disfarces e enganos, à falta de limites e ao escapismo.


O que nos é pedido neste momento, é que façamos a transformação psíquica para a Luz. Não vai mais ser possível evitar a verdade dos sentimentos - positivos ou negativos, incomodos ou pacificados.


Neptuno em Peixes é o apelo que irá dinamizar a nova Humanidade. Ele vem ensinar que não devemos estar uns contra os outros. 
Neptuno não pede critica ou julgamento, pede silêncio, pede o grande SIM da Alma.



Ho'oponopono

Ho’oponopono é um dos métodos de auto-cura mais efectivos que existe, porque se baseia no amor expresso através das palavras para chegar até ao subconsciente, que é onde residem as memórias que obstaculizam os processos vitais.

Ho’oponopono, que significa “tornar correcto”, é uma técnica havaiana que se baseia no perdão.
A identidade própria através deste processo Havaiano de solucionar problemas, liberta as memórias ou programas que temos gravados no nosso subconsciente.
Essas memórias são activadas pelos nossos pensamentos. A mente é uma máquina de pensar.
Pensa milhões de pensamentos por dia, assim como o coração é uma máquina de pulsar.
Só temos consciência de uma minúscula parte destes milhões de pensamentos.
Quando um pensamento vem à mente, mesmo sem nos apercebermos, activa, automaticamente, uma memória guardada no nosso subconsciente, que se manifesta como um problema.
Problemas são memórias que se repetem ao longo de nossas vidas; quando temos consciência que somos 100% responsáveis por tudo o que manifestamos na nossa vida, aceitamos os nossos problemas como sendo uma oportunidade para limpar, ou seja, limpá-los de nossa vida.

"Podemos recorrer à Divindade que conhece o nosso projecto pessoal, para a cura de todos os pensamentos e lembranças, as memórias que estão nos segurando neste momento." (Dr. Stan Hew Len)

Eu não preciso saber o que é, e nem sentir culpa, já que não sei o porquê de activar esta memória, e que se manifestou como um problema na minha vida. Quando tento resolver os meus problemas, posso falhar, porque automaticamente, eu irei activar mais uma memória do meu passado ou de meus antepassados.

Numa altura de grandes mudanças como a que estamos a passar, é-nos pedido que nos remetamos ao nosso centro, ao nosso coração, de forma a podermos edificar as estruturas em que queremos que a vida neste mundo se fundamente.
A técnica do Ho’oponopono é tão simples quanto poderosa, auxiliando-nos imensamente a nos libertarmos do peso das emoções de baixa frequência, permitindo que o espaço deixado pela libertação dessas emoções corrosivas seja preenchido com os atributos associados à oração do Ho’oponopono. 
As frases são dirigidas à Divindade que há em ti, ao Deus/Deusa, que tu és!

Quando deixo a Inteligência Divina resolver este problema, aparece a solução perfeita.
Como eu não sei o que é melhor para mim, deixo a Inteligência Divina dar-me a resposta certa.
Como ?
Admitindo que sou 100% responsável por tudo o que manifesto na minha vida, e perguntando-me:
- o que se está a passar em mim que estou a manifestar este problema?

Dizendo a mim mesma: -  Sinto muito
                                      Perdoa-me
                                      Amo-te
                                      Sou Grata

O meu entendimento da oração consiste na análise sentida de cada afirmação, que se desdobrou no seguinte:
Eu sinto muito – por eu ter manifestado este problema na minha vida, já que sou 100% responsável por ela.
Sinto muito não como forma de culpa, mas sim, como um convite a sentir muito o que faz parte de mim. Da expressão associada ao que normalmente se chama de arrependimento, e ao qual está associado uma conotação de culpa, interpreto como um reconhecer o “erro”, como um estado de atenção que me permite conscientemente conceber uma forma mais positiva de fazer as coisas. Então, não será reconhecer o erro em si, mas a possibilidade de me continuar a dedicar para fazer melhor, trabalhando a vontade de me manter fiel em encontrar as soluções que são melhores para mim, e ao mesmo tempo para os outros, libertando-me do peso do erro, não atribuirei culpa a mim própria, mas abrir-me-ei às possibilidades maiores da minha essência bondosa e infinita. Sinto muito a verdade do coração.

Perdoa-me – peço perdão a mim mesma e assim liberto-me.
O perdão é muitas vezes confundido com “esquecer". Mas se dividirmos a raiz da palavra na sua composição, encontraremos per e donare;
Dado que perdoar é uma acção que não está limitada ao tempo e ao espaço, mas que é suposto libertar de um estado de culpa, que prende a essa redoma de espaço e de tempo em que uma acção qualquer decorreu, Per, pode significar o que envolve, o que atravessa, o que é permeável e, Donare significa dar, doar, entregar. Assim, perdoar, significará – através do que envolve a situação -, que é o foco de atenção consciente, ser permeável e doar.
No fundo, não importa o que envolve toda a situação que nos remete ao perdão; se temos a capacidade de reconhecer que algo nos atravessa, nos envolve, e é permeável para nos deixar manifestarmo-nos através do livre arbítrio a todo o momento, seremos mais capazes de ser nós também mais permeáveis e deixar fluir todos os acontecimentos que se dão na nossa vida, vendo-os como oportunidades para nos devolvermos a esse fluxo que tudo nutre e tudo abarca, que tudo é.

Amo-te – porque sei que sou parte do Divino e assim sendo, perfeita em minha origem.
O amor aqui presente é o amor que tudo abarca, e não apenas o limitado amor romântico que muitas vezes rouba o lugar do amor sem condições na inconsciência de quem assim o limita. Amor é a força que nos permite manifestar conscientemente e de permitirmos à consciência de se reconhecer a si mesma através de nós e das nossas escolhas; através da capacidade que podemos desenvolver, e que a nós é inata, de reconhecer que tudo nos é dado, mas nada é realmente nosso; entenderemos que tudo o que nos é cedido serve o propósito de experienciarmos a vida de forma consciente e plena, para que possamos dar em retorno, fazer o retorno à estrela maior de onde viemos.
Só com Amor é possível perdoar (assim como só com perdão, é possível amar) e se invoco o perdão estou a invocar Amor. Um vive dentro de, e com o outro!

Sou grata – por este problema se ter manifestado na minha vida, assim eu tenho maior oportunidade para limpá-lo.
“Agradeço por este problema ter sido resolvido repetindo estas palavras, que são as palavras-chave para se chegar ao subconsciente. Liberto estas memórias dolorosas que provocaram problemas na minha vida, e nas vidas das pessoas envolvidas com este problema.”

Porque não somos mais gratos?
Será que sabemos que essa inteligência que nos anima, nos faz respirar a cada segundo, faz o nosso coração bater, permite as trocas gasosas, a replicação celular, a geração de energia, a digestão, a produção de hormonas, está sempre connosco?
- Eu, não preciso pensar que quero mexer as pernas para andar, simplesmente ando; de igual forma, não preciso de fazer nada para ver, cheirar, ouvir, sentir…. É só aceder a essas capacidades que me são dadas por natureza.

Somos seres compostos por triliões de células, que por sua vez, são seres individuais e precisam de ser nutridos com esse manancial de vida; 6,5 biliões de seres humanos em desenvolvimento constante, mais os outros animais, vegetais, minerais, tudo dentro de um planeta – Mãe Terra -, que está num sistema solar, numa galáxia composta por cerca de 100 biliões de sistemas solares, num universo composto por cerca de 100 biliões de galáxias, do qual não se sabe nem o principio nem o fim… estimando-se que este universo se criou a partir de apenas 1% da totalidade da existência de onde partiu o chamado “big bang”… e, sabe-se lá quantos universos existem…

Será que posso sentir-me um pouco mais grata pelo tanto que recebo a todo o momento, abrindo-me à possibilidade de dar continuidade a essa doação que acontece desde o inicio da criação e permite que tudo se manifeste hoje, agora?...
Então, se amo, sou consciente do Amor que me nutre a todos os momentos e me permite experienciar esta vida e redescobrir-me no seio de SI MESMO – AMOR!


EU SOU A POSSIBILIDADE DE O DIVINO SE CONTINUAR A MANIFESTAR ATRAVÉS DESSA FORÇA QUE TUDO MANTÉM CONSCIENTE DE SI, COESO, HARMÓNICO, AMENO, EQUILIBRADO, EM ESTADO DE PAZ!

Deixo a sugestão de podermos, no final da oração, afirmar com a consciencialização e vocalização “Assumo a responsabilidade
Ao contrário da forma como antes sentia e via a responsabilidade, e como grande parte das pessoas a sente e vê, como algo duro, severo, que tem de ser cumprido, decidi fazer o mesmo exercício de sentir a expressão e a interpretação a que cheguei…  A palavra responsabilidade divide-se em 2 termos raiz:
Responsa + Habilidade = Capacidade de resposta

Hoje, com a experiência que tenho e que é mais que a de ontem, tenho a responsabilidade de ter uma visão mais alargada, e uma forma de agir mais focalizada, o que me permite ter uma capacidade de resposta diferente da de ontem. Cabe-me a mim escolher – o que quero eu, construir em vida?... Como sinto o Divino dentro de mim?... Que limites estou disposta a assumir que não existem para que Deus se expresse através da minha vontade de Ser una com Ele?

Assim, Ho’ponopono é uma questão de ir além dos meios tradicionais de acesso ao conhecimento sobre nós mesmos. 


(inspirei-me no texto de Joe Vitale e de Aho Metakuye Oyasin, para escrever)

Partilha



Neste mês de Fevereiro, a oposição de Vénus a Marte, vai estimular o mundo emocional.


Saturno vai estar retrógrado em Balança; Saturno é com muita frequência e erradamente, classificado como um planeta mau. Na verdade, os posicionamentos e os aspectos deste planeta têm o efeito de grandes desafios. Mas isso deverá ser entendido como uma acção pedagógica. 
Saturno ensina a aprender grandes lições na vida. Induz ao método, à disciplina, à ponderação e à responsabilidade.  Exige tenacidade suficiente para não baixar os braços, encontrar as vias mais adequadas para ultrapassar as limitações e ser um verdadeiro guerreiro.


Uma casa por onde Saturno esteja a transitar representa uma área de vida com muitas tensões. Torna-se necessário analisar e reestruturar os assuntos dessa casa porque é aí que alguma coisa está a falhar. Esse efeito é tão forte que por vezes há a tendência de encarar todos os problemas com espírito fatalista, como um azar sobre o qual nada se pode fazer. A solução está em resolver da forma mais adequada os problemas relativos a essa casa ou da casa oposta. 
Saturno em Balança, é a vida a perguntar: - De que lado é que estamos?... Onde nos posicionamos perante a vida?.... Onde nos colocamos?...


É o momento de entrar em nós, construir ou reafirmar o relacionamento com a alma.

Vénus vai entrar em Carneiro e fazer conjunção a Urano, pelo que vamos sentir a necessidade de redefinir prioridades no que diz respeito a relacionamentos e parcerias. É a oportunidade para repor a verdade individual, uma vez que a vida está a propor uma libertação.
De facto nós somos agentes transformadores da realidade, co-criadores e participantes na construção do mundo em que vivemos, simplesmente pelo conhecimento de quem somos.
Este é o momento de enfrentar os próprios medos, fazer o desapego de pessoas e situações, perder o controlo e entregar, confiando que tudo tem um propósito, e que esse propósito é sempre para a evolução.


Este mês é para olhar em frente e dar passos firmes neste caminho de auto descoberta, podendo depois partilhar com os outros esta nova visão do mundo.

É tudo uma questão de Atitude!

O fato de alguém querer muito a nossa atenção não nos obriga a aceitar a sua aproximação. Ao insistir nesse objectivo, mesmo que nos ame, estará a ser prepotente e egoísta.
Acredito que é direito legítimo de cada um falar ou não, com qualquer outra pessoa. O facto de ela querer muito a nossa atenção não nos obriga a aceitar a sua aproximação. 


Posso, se assim o entender, recusar a aproximação de uma pessoa, mesmo que ela me venha oferecer o melhor negócio do mundo. E o facto de uma pessoa me amar também não a autoriza a nada! Não pode, apenas por me amar, desejar que eu a queira por perto.
Ao forçar a aproximação com alguém que não esteja interessado nisso, a pessoa estará agindo de modo agressivo, autoritário e prepotente. As boas intenções não alteram o carácter prepotente da acção. Na verdade, egoísta é quem quer ver a sua vontade satisfeita, mesmo se isto for unilateral. Esta atitude, mostra que não está a ligar o mínimo para o que o outro sente e deseja.

O mesmo raciocínio vale para os amigos. Não tem o menor sentido ir à casa de um amigo para lhe dizer o que pensa, de uma determinada atitude dele, que não lhe diz respeito, mesmo que não tenha gostado ou aprovado, ele não lhe perguntou nada! Ainda que goste muito de si, talvez não queira saber a sua opinião. Talvez não deseje saber a opinião de ninguém! É direito dele. 
Pode também acontecer o contrário: a pessoa desejar a sua opinião e recusar-se a dá-la. Aí é o outro quem tem de respeitar o seu direito de omissão. Não vale a pena usar a frase chavão, do tipo: "Mas nós somos tão amigos e temos que dizer tudo um ao outro". É assim que, com frequência, se perdem bons amigos. É preciso ter cuidado com o outro, com o direito do outro. Não basta ter vontade de falar. É preciso que o outro esteja com vontade de ouvir. Pode tornar-se inconveniente e agressivo quando se dizem coisas que os outros não estão a fim de ouvir.
Raciocínio idêntico vale também para as relações íntimas - entre parentes em geral; marido e mulher em particular. Nesses casos o desrespeito costuma ser ainda maior. As pessoas dizem e fazem tudo o que lhes passa pela cabeça. É um perigo. Elas não param de se ofender e de se magoar. Acreditam que, só porque são parentes, têm o direito de falar tudo o que pensam, sem se preocupar como o outro irá receber aquelas palavras.
Toda a relação humana de respeito implica a necessidade de se imaginar o que pode magoar gratuitamente o outro. É necessário prestar atenção ao outro, para evitar agressões, mesmo involuntárias. Quando as pessoas falam e fazem o que querem, sem se preocupar com a repercussão sobre o outro, é porque nelas predomina o egoísmo ou o desejo de magoar. 
Ainda de referir, a importância e o peso da palavra, que quando dita, jamais é recuperada.

Auto-conhecimento e Meditação



Em filosofia, o auto-conhecimento ou conhecimento de si é um objecto de investigação epistemológica ou é a finalidade de uma busca de natureza ética.
Quando visto como objecto da investigação epistemológica, o que se busca é a explicação de como e o que é conhecido. Quando visto como projecto ético, o que se busca é a realização de algo que leve a pessoa a ser mestre de si mesma e, consequentemente, um ser humano melhor.
O autoconhecimento algumas vezes é obtido através da meditação.


A própria palavra se define: medir a própria acção.


Às vezes sentimo-nos proibidos de ser felizes e de nos sentirmos livres. Há uma saudade imensa de algo que procuramos fora e que na verdade se encontra dentro de nós. Podemos tornar-nos conscientes, através da meditação, da nossa própria luz divina e completarmo-nos; não mais sentir saudade dessa parte que nos falta, pois essa parte, está dentro de cada um de nós.


“Meditação é aventura, a maior aventura que a mente humana pode empreender. Meditação é simplesmente Ser, sem fazer nada, nenhuma acção, nenhum pensamento (pensar também é um fazer, concentração também é um fazer, contemplação também é um fazer), nenhum sentimento, apenas Ser – Puro prazer.” Osho




A arte secreta da alquimia reside na transformação da personalidade. Qualquer pessoa envolvida no seu próprio desenvolvimento psicológico e espiritual é um alquimista.

O processo alquímico fala da transformação da alma. É algo que ocorre todos os dias, em todas as fases da vida, com todas as pessoas. Só que não estamos conscientes disso”, diz Marcus Quintaes, psicanalista junguiano que, a exemplo de muitos seus colegas, estudou as modificações na psique durante o processo de psicoterapia e as relacionou com as fases alquímicas.

A meditação encontra-se no meio de dois pólos; a concentração e a contemplação. É comumente associada a religiões orientais. Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade. Não sendo exactamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes, floresceu no Egipto (o mais antigo relato), Índia, entre o povo Maia, etc.


Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.

Quando a melhor opção é simplesmente parar

Ah, o prazer de relaxar! Relaxar o corpo ajuda até a relaxar a mente. E já foi comprovado que a meditação tem uma série de benefícios para o seu sistema corpo-mente. Relaxar ajuda a meditar e meditar relaxa.



O conhecimento de si distingue-se do conhecimento de outras coisas (as coisas exteriores ao sujeito) por ser imediato, no sentido de não depender de evidências. Pode dizer-se que o autoconhecimento é fruto da introspecção. O sujeito tem acesso privilegiado aos próprios pensamentos, isto é, conhece os próprios pensamentos de uma maneira que os outros usualmente não conhecem. Tal acesso privilegiado é a marca da autoridade da primeiro pessoa, pois usualmente o que o sujeito diz sinceramente que pensa deve ser considerado como o que ele pensa, enquanto o que uma outra pessoa diz que o sujeito pensa usualmente não é um relato que desfrute da mesma autoridade.

Filósofos como Platão, Spinoza, Freud, fazem parte de uma tradição que vê o auto-conhecimento como uma conquista ou realização que traz saúde e liberdade para a pessoa. Esse projecto ético tem suas raízes no dito do oráculo de Delfos que tanto influenciou o filósofo Sócrates: Conhece-te a ti mesmo.

De acordo com essa tradição, o auto-conhecimento é uma realização, ao invés de algo dado ou prontamente disponível ao sujeito. Para conhecer-se a si mesmo, o sujeito precisa reflectir, e interpretar a si mesmo.





Um viagem através do Tarot

Vou levantar o véu sobre o Curso de Tarot que vou facilitar.
Quem tiver interesse, consulte a agenda.

"Segundo a tradição esotérica em voga no Séc. XVIII, e seguida particularmente pelos ocultistas do Séc. XIX, é atribuído aos antigos Egípcios a criação do Tarot. Segundo alguns autores, os Egípcios teriam considerado o Tarot não um jogo mas um livro – o Livro de Toth, atribuído ao Deus da Sabedoria Secreta, Thoth. Os defensores desta tese acreditavam que o livro continha os segredos da vida que apenas os iniciados tinham acesso.



Conta a lenda que o Deus Thoth resolveu dividir os seus conhecimentos com os humanos colocando toda a sua sabedoria divina num livro feito em ouro, contendo 78 imagens. Mais tarde, para que estes segredos não fossem usados de forma errada, Thoth lançou o Tarot no Rio Nilo, tendo este sido encontrado pelos Hebreus que criaram, a partir dele, a Cabala.

No Séc. XX assistiu-se à proliferação dos tarots divinatórios, existindo actualmente dezenas, senão centenas, de jogos do tipo tarot.


Quanto à origem do Tarot, impossível certamente chegar a ela. Teria ele vindo dos mistérios sapiênciais do antigo Egipto, das artes divinatórias da China, da Índia?


Teria sido criado por Hermes Trimegisto, durante o período helenístico da história grega, ou elaborado no fim da Idade Média a partir de contribuições astrológicas, ciganas (boémias), alquímicas, cabalísticas e cristãs?


Ou é uma mistura de tudo isto e de algo que talvez nunca saibamos? A viagem que o Tarot propõe não está ligada a peregrinações, travessias de desertos, escalada de montanhas, nem à busca de paraísos, Jardim do Éden, Campos Elíseos, Terra do Nunca, Jardim das Hespérides, Ming-Tang etc. O marco zero para o início da viagem que o Tarot nos propõe deve ser colocado numa recusa, a de não querer ser mais como somos. E desse ponto em diante que pode começar, talvez, aquela que seja a única viagem que realmente interessa, - a que podemos fazer ao nosso mundo interior...


Para além de ser um contador de histórias, o Tarot é a premonição auto adivinhatória; a profecia auto realizável.


Tarot significa rotta, destino, percurso... é a via que nos conduz à revelação.... o Tarot é uma forma de cada pessoa desenvolver a sua intuição e a sua sensibilidade; é um dos caminhos que leva a descobrir a nossa essência interior e que nos ajuda a encontrar a resposta para muitas questões que parecem não fazer sentido....."

Desabafo

A experiência humana é uma dimensão de aprendizagem que cada um de nós experimenta, com o propósito de se ligar à sua Alma.

Apenas a demonstração de Amor irá afectar positivamente a consciência de cada um e o seu estado vibracional, ao ponto de conseguir efectuar com sucesso a transição para o Novo Mundo.

Vida....

Neste ano de 2011, o que nos é pedido é que transformemos, através do Amor, o Mundo que nos rodeia. Para que isso aconteça há que primeiro tomar consciência do excesso de rigidez e poder egoico que reina e mudar as atitudes, para consequentemente, conseguir descobrir a Divindade que está, tão perto, mas tão longe para tantos.
Chegou a altura, de cada um de nós, procurar a Sua Divindade e integrá-la.


"Uma antiga lenda hindu diz-nos que antigamente, todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram de tal forma da sua divindade que Brahma, o mestre dos deuses, decidiu tirar-lhes todos os poderes divinos e escondê-los num lugar onde fosse completamente impossível encontrá-los. O grande problema existiu em encontrar o lugar apropriado.
Os deuses menores foram convocados para uma reunião a fim de se resolver o problema. Eles propuseram o seguinte: Enterrar a divindade do homem na terra. Mas Brahma respondeu: "Não, não é o suficiente, porque o homem desenterrá-la-ia e encontrá-la-ia."

Então os deuses replicaram: "Neste caso, metamos a divindade no mais profundo dos oceanos."

Mas Brahma respondeu de novo: "Não, mais cedo ou mais tarde, o homem exploraria a profundeza dos oceanos e certamente que um dia, a encontraria e a traria à superfície."

Então os deuses menores concluíram: "Nós não sabemos onde a vamos esconder porque não existe na terra nem no mar um lugar seguro que o homem jamais encontrasse."


Brahma disse: "Vejamos o que faremos à divindade do homem: vamos escondê-la no mais profundo dele próprio, é o único lugar onde ele nunca pensará procurar".

Portanto...
segue o teu coração,
encontra uma nova perspectiva, tem senso de humor, define metas, ajuda outros, mima-te a ti próprio(a), enfrenta os teus medos, exercita-te - deixa a televisão.
Lê livros, compra flores para ti, não te compares aos outros, não te magoes a ti mesmo, não te foques em pensamentos negativos, sê verdadeiro contigo.
Interage com a natureza, ri, canta, corre, dança...sê feliz!

É urgente despertar para esta Verdade!
É urgente olhar para o nosso interior!
É urgente escutar os nossos pensamentos!
É urgente apreciar o que somos e temos!
É urgente perceber as mensagens do nosso corpo!
É urgente saber estar connosco em silêncio!
É urgente escutar a Sabedoria da nossa Divindade!
É urgente respeitarmo-nos e com isso perdoarmo-nos, porque em todos os momentos, agimos o melhor que sabemos!
É urgente amarmo-nos!
É urgente VIVER!
Grata eu estou pelo Dom da Vida!

Urano: Portal da Mente Universal


Urano, refere-se à elevação do nivel de percepção intelectual de forma a propiciar o entendimento da noção de unicidade e, por conseguinte, da relativa insignificância do ego.


Urano exige uma perspectiva que leve em conta a alma: a unicidade de todas as formas de vida só pode ser entendida em termos espirituais, não materiais. Urano baseia-se no raciocinio holistico, mais do que subjectivo.
Urano é capaz de ultrapassar as fronteiras do pensamento subjectivo e conduzir à maravilhosa sabedoria representada pela mente universal.


Urano tem a função de desenvolver a nossa capacidade de valoriar intelectualmente a unicidade do universo, as partes que o compõem e o papel que temos a desmpenhar dentro dele.
Está associado ao conceito de fraternidade, na ajuda que nos dá para aceitarmos todas as pessoas como individuos, e consequentemente, nossos irmãos - sob a influência deste planeta todas as barreiras caiem.
A liberdade é um principio intimamente associado à energia de Urano.
Na sua expressão mais elevada, podemos entender liberdade como a capacidade de passar, voluntariamente, da perspectiva própria para a perspectiva alheia. representa a independência.
A máxima sintonia com Urano consiste numa extraordinária clareza de visão capz de manifestar-se em
insights" de intuição, inventividade, ideias brilhantes - por outras palavras, estimula a comunicação universal.


Urano em Carneiro, indic novos caminhos na reforma social. Oferece-nos coragem, audácia, iniciativa e habilidades para mudar o que deve ser mudado, o espirito de aventura fortifica-se. Contudo, as armadilhas podem ser o fanatismo e as explosões violentas e impulsivas de mau génio.


Como estamos num signo de Peixes, este Urano desafia-nos a transcender o amor-próprio e vencer as emoções autocentradas e o sofrimento psicológico causado por elas. O mais dificil desafio pisciano é a expressão do amor altruista.


«O segredo da vida não é ter tudo que se quer, mas amar tudo o que se tem!»

Biodanza

O Universo é magnifico e tudo chega a nós no tempo/espaço, mais perfeitos.

Tudo na minha vida chega, no momento oportuno, sempre para me ajudar a ter consciência de quem sou e qual a missão da minha alma para evoluir.

Como é nisto que acredito, aceito o que chega de coração aberto e disponivel para mais uma aprendizagem e foi assim que tomei contacto com a Biodanza, que é um sistema de:

- Integração afectiva (restabelece a unidade perdida entre o Ser humano e a natureza.)
  O núcleo integrador é, a afectividade.

- Renovação orgânica (induzida através de situações especiais de dança)
  Activam processos de reparação celular e regulam as funções biológicas.

- Reaprendizagem das funções originárias da vida (aprender a viver a partir dos instintos.)
 O estilo de vida deve ter coerência com os impulsos primordiais de vida. Os instintos têm por objecto conservar a vida e permitir a sua evolução.

A afectividade é o tema central da Biodanza.

Afectividade é mergulhar em conjunto no mundo dos sentimentos. Mas ser afectivo é muito mais do que sentir, e do que ser sensível. É ter empatia, vínculo, ligação ao outro. E o primeiro passo é reconhecer o outro como um ser humano...

Em Biodanza  "o toque é sagrado e o olhar não pensa" 

* O olhar é o cordão umbilical fora da barriga da mãe

* O toque é essencial para o ser humano sobreviver


Em cada exercício, procuramos a qualificação do outro ser humano.
Em cada exercicio podemos transmutar experiências nutritivas e maravilhosas.

Em Biodanza respeita-se a dor, mas crê-se que o sofrimento é opcional. Desta forma podemos sempre, em qualquer momento, re-escrever a nossa história.

É por excelência um sistema que nos leva a exprimir as nossas emoções; assim como nos  ensina a saber dizer não, a todas as situações, que são tóxicas na nossa vida.

É aprender a saber ouvir com o coração e acolher com o nosso silêncio e a nossa empatia a partilha do outro.

Vivenciar a VIDA ali de braços abertos para mim, assim como,eu própria ser VIDA de alguém, fez-me vibrar; permitir que me nutram -TÃO BOM e comovente que me desmancho, a cada exercicio proposto.

Acabar a aula naquele imenso útero de Amor.....indescritivel.


Sou muito grata à Sofia por ter insistido comigo, para participar nas aulas de Biodanza.
Sou muito grata à Elsa, pela entrega, sensibilidade e dedicação, como facilitadora deste sistema, tão regenerador e libertador.

Estou muito grata à vida, por me ter conduzido até aqui.

Eu amo o que faço. Sinto-me muito abençoada por isso. Vivo em estado de gratidão.

Lua Nova de Aquário



É a altura ideal para iniciar o que quer que seja. Novas actividades, promover reorientações pessoais interiores, tomar novas direcções. Devemos aproveitar para nos trabalharmos internamente e fazer co-criações.
É a altura para nos centrarmos e fortificarmos no coração. Sentir. Ousar. Fazer.



O Desafio com que nos confrontamos com a Lua Nova é a expressão da nossa natureza em actividade, um movimento para fora de nós mesmos em direcção ao ambiente, tomando decisões para mudar áreas insatisfatórias de nossa vida e empreender novos começos. É uma fase de renovação e é esta energia que podemos utilizar para auxiliar as nossas tentativas de mudança.

Aproveitemos o momento, que o Universo nos presenteia e façamos, agora um trabalho de libertação e cura.